Recordar
O que nos impele,
Nos alegra
E às vezes,
Nos fere...
É DIVINAL
AQUELE SINAL
FENOMENAL...
I
É pecado
Para o NDO
O silêncio,
O desperdício
Que conduz
Ao vício,
Sem nenhuma luz
Para o benefício...
II
Bolama
Me trama,
Quando já não me chama,
Quando já não me ama
E apenas trama
A minha alma
Cheia de amor
Aprendido
Em UTHIACOR,
Em Quínara,
Em Évora
Em Sintra
E agora,
Aqui, na AMADORA !
IIIi
Quando
O sonho,
Toma
Outro caminho
Que nos desanima,
Que não nos entusiasma,
Pelo espinho
Que nos lança
Sem segurança,
Nem esperamça,
Sobretudo,
Quando
Ainda se é criança...
IV
Nada
Ainda
Alerta,
Desperta
A uma criança
Ou numa criança,
Quando,
Ainda
Pequena,
Genuína,
Sem consciência
Da malícia
Que passa
Na nossa
Existência,
Sem nenhuma desconfiança
Da desgraça
Que arrasa
A todos o que estão à volta
Dela,
Ainda
Incrédula...!
V
É Fenomenal
A lembrança
Da terra
Natal,
De Quínara,
De Bolama,
De Uthiacor,
Onde aprendi
Amar
A cada pecador,
A Cada
Criatura
Cândida,
Angêlica
Ao redor,
Em cada
Tabanca...,
Até quando decidi
Emigrar
Como estudante,
Como servente,
Como pintor,
Como carpinteiro,
Como apontador,
Como sub-empreiteiro,
Como vendedor
Ambulante,
Como comerciante
Como professor,
Educador,.
Docente
Consciente...!
Tanta dança
E andança
Desta homem ainda
Criança,
Que avança
Com a esperança
Em cada
Praça.,
Como fulgor
E aroma...!
VI
A criança-homem
Que olha,
Que contempla
A ampla
Maravilha
Que tanto brilha
(Nos) A seus olhos
Quando,
Junto dos filhos,
Netos,
Sobrinhos
Benquistos
De, com muitos
Carinhos
A tem...!
VII
Orgulhoso,
Grandioso,
Quando uso
Os pronomes
Possessivos
Meu,
Minha,
Meus,
Minhas
E chamo,
Os que eu amo
Os seus
Nomes...!!!
( Continua)
Brandoa (AMADORA, quarta-feira, 4:00), 07 de outobro de 2020.
KK

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