segunda-feira, 18 de outubro de 2021

 AS SOBRAS DA SOCIEDADE


I


A sociedade

É a dinâmica da vida.

Produz 

Como o próprio ser humano.

Nascemos, 

Crescemos,

Trabalhamos,

Desenvolvemos,

Envelhecemos

E morremos.


II


A sociedade

Deve

Garantir

A Passagem plena

E integral 

De fases

De cada um dos seus cidadãos.


III


É "domage",

Como dizem os franceses,

Crescer numa sociedade livre 

E democrática, 

Num estado de direito,

Sem a mínima garantia

De realização pessoal e profissional!


IV


Os jovens 

Estão frustrados

Logo que atinjam a maioridade.

Estudam,

"Esfolam-se"

A estudar,

Para mais tarde

Virem ocupar um lugar

Na sociedade,

Contribuindo para o seu desnvolvimento.


V


Mas o que lhes acontece depois do estudo? Não encontram o emprego no seu ramo de formação e muitas das vezes, noutros em que não estão habilitados.

E que alternativa encontram?  Que solução ou soluções? Talvez a emigração (ou a perdição, o caminho mais fácil para a solução da frustração).

Mas a emigração tem os seus prós e contras.Nunca se sabe o que podemos encontrar, se não enveredarmos por aquilo que se diz:" Quem não arrisca, não petisca" Mas emigrar como, aonde? Sem meios financeiros para custear as viagens, as deslocações e a sobrevivência lá do desconhecido, logo à partida, o caminho está banido, barrado. Não saimos por dificuldades económicas e financeiras.

São sobras da sociedade, vivendo nas sombras: as crianças, os velhos reformados, os deficientes, os doentes,os encarecerados,os desempregados!


VI


O desemprego

É o flagelo

Que tira ao amigo

O abrigo,

O consolo,

O sossego

Em pleno

Sono.


VII


O desemprego,

É o prego 

Que se espeta no estômago,

Contribuindo para o perigo

Do maior estrago

Da própria sociedade

Ou da própria personalidade(individualidade).


VIII


O desemprego,

É a sensação

Da inércia,

Da impotência

Perante a invasão

Do inimigo

À Nação.


IX


O desemprego

Impede que assumamos

Na íntegra o nosso encargo,

Porque  o desemprego

É um ambargo

Do(nosso) umbigo,

E que, veementemente, repugnámos.


X


O desemprego,

É a dor

De cada pecador,

De cada trabalhador,

Se se é filho de lavrador

Ou de qualquer servidor,

Se se tem pudor

Ao (nosso) redor.


XI


O desemprego

Dói;

O desemprego

Mói

O nosso interior;

O desemprego

Destrói 

O nosso amor;

O desemprego

Rói

O que temos de melhor.


XII


O desemprego

É uma vergonha

De quem sonha

Escalar tamanha

Montanha,

De quem desdenha

"Ronha".


XIII


O desemprego,

Destrói amores

Em todos os lugares,

Em todos os mares,

Em todos os lares;

É o estrago

Dos laços familiares,

Em todos os patamares.


XIV


O desemprego,

São as sobras,

As sombras,

E as quebras

Do próprio Estado.


PV CITY(5ª FEIRA- 12H30), 18 DE OUTUBRO DE 2012.


                                                MATTOS (NDO)

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