AS SOBRAS DA SOCIEDADE
I
A sociedade
É a dinâmica da vida.
Produz
Como o próprio ser humano.
Nascemos,
Crescemos,
Trabalhamos,
Desenvolvemos,
Envelhecemos
E morremos.
II
A sociedade
Deve
Garantir
A Passagem plena
E integral
De fases
De cada um dos seus cidadãos.
III
É "domage",
Como dizem os franceses,
Crescer numa sociedade livre
E democrática,
Num estado de direito,
Sem a mínima garantia
De realização pessoal e profissional!
IV
Os jovens
Estão frustrados
Logo que atinjam a maioridade.
Estudam,
"Esfolam-se"
A estudar,
Para mais tarde
Virem ocupar um lugar
Na sociedade,
Contribuindo para o seu desnvolvimento.
V
Mas o que lhes acontece depois do estudo? Não encontram o emprego no seu ramo de formação e muitas das vezes, noutros em que não estão habilitados.
E que alternativa encontram? Que solução ou soluções? Talvez a emigração (ou a perdição, o caminho mais fácil para a solução da frustração).
Mas a emigração tem os seus prós e contras.Nunca se sabe o que podemos encontrar, se não enveredarmos por aquilo que se diz:" Quem não arrisca, não petisca" Mas emigrar como, aonde? Sem meios financeiros para custear as viagens, as deslocações e a sobrevivência lá do desconhecido, logo à partida, o caminho está banido, barrado. Não saimos por dificuldades económicas e financeiras.
São sobras da sociedade, vivendo nas sombras: as crianças, os velhos reformados, os deficientes, os doentes,os encarecerados,os desempregados!
VI
O desemprego
É o flagelo
Que tira ao amigo
O abrigo,
O consolo,
O sossego
Em pleno
Sono.
VII
O desemprego,
É o prego
Que se espeta no estômago,
Contribuindo para o perigo
Do maior estrago
Da própria sociedade
Ou da própria personalidade(individualidade).
VIII
O desemprego,
É a sensação
Da inércia,
Da impotência
Perante a invasão
Do inimigo
À Nação.
IX
O desemprego
Impede que assumamos
Na íntegra o nosso encargo,
Porque o desemprego
É um ambargo
Do(nosso) umbigo,
E que, veementemente, repugnámos.
X
O desemprego,
É a dor
De cada pecador,
De cada trabalhador,
Se se é filho de lavrador
Ou de qualquer servidor,
Se se tem pudor
Ao (nosso) redor.
XI
O desemprego
Dói;
O desemprego
Mói
O nosso interior;
O desemprego
Destrói
O nosso amor;
O desemprego
Rói
O que temos de melhor.
XII
O desemprego
É uma vergonha
De quem sonha
Escalar tamanha
Montanha,
De quem desdenha
"Ronha".
XIII
O desemprego,
Destrói amores
Em todos os lugares,
Em todos os mares,
Em todos os lares;
É o estrago
Dos laços familiares,
Em todos os patamares.
XIV
O desemprego,
São as sobras,
As sombras,
E as quebras
Do próprio Estado.
PV CITY(5ª FEIRA- 12H30), 18 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)

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