PRIOR VELHO
CHAMA-ME
I
Vinte e seis anos,
Aproximadamente,
O Prior Velho
Acolheu-me!
II
Vinte e seis anos,
Senti-me
Como filho
Do Prior
Velho,
Com amor
e muito orgulho!
III
Chegou a hora
De me ir embora,
Estar fora
Do Prior Velho,
Mas no mesmo concelho.
IV
É a altura
De prestar a minha sublime
Homenagem,
Com coragem
De homem
De honra
A esta bela,
Singela
E ditosa
Vila
Portuguesa
No coração de Lisboa,
Por toda a alegria
E mágoa.
V
Oh! Prior Velho!
Se hoje valho
Pelo trabalho,
Pelo trilho,
Mesmo com falho,
Devo tudo isso
Ao seu abraço,
Ao regaço.
Que me tem sido
Dado.
VI
Assisti a sua germinação,
Assisti a sua desagregação!
Fui o promissor da habitação
Da Quinta da Serra,
Onde tudo acontecera
Sem a complacência da Câmara de Loures,
Nos arredores
De Lisboa.
VII
A tudo
Vi,
A tudo
Consenti,
Tanto as construções
Das barracas,
Bem como as demolições
Com intrigas,
Brigas
E "futricas".
VIII
O Prior Velho
Manteve-se no mesmo sítio,
Vendo cada filho
A partir à demanda
Do prémio
Da vida
Noutros
Bairros:
Urbanização do Terraço da Ponte,
Camarate,
Fetais,
Portela de Sacavém,
Apelação,
Catujal,
Unhos,
Etc, etc.
IX
Alguns, os infelizes,
Àqueles que a Câmara
Excluiu do PER,
Alegando as suas razões obscuras e injustas,
Ficaram nas barracas legalizadas
Da vila,
Nos anexos,
Nas "Villas,
Nos "concós”.
X
Nestes últimos,
Me incluo,
Com a diferença
De ter vivido
Nos "palácios”,
No luxo
Que o PROHABITA
Prometera,
Tinha prometido
Suportar as despesas!
XI
Uma pura
Ilusão
Do Coração
Que se deixa cair na mentira
Da Câmara
E se embala no caminho
Do sonho!
XII
Catujal
É agora
O bairro
Onde "Kankambal"
Procura
O soro
Natural.
XIII
PV City
Onde fui mui happy,
Despeço-me
De forma
Não muito airosa,
No fundo da minha alma.
CATUJAL (DOMINGO, 12H05 MINUTOS), 10 DE NOVEMBRO DE 2013.
KANKAMBAL (NDO)

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