AQUELE QUE SONHA,
MUITAS VEZES, DEFINHA...
I
Pela madrugada,
Deixei-me navegar
Devagar,
Para um lugar
Desconheciddo
Do mundo
Onde habitam
Seres
Invisíveis,
Mas sensíveis,
Vulgares
Pelos sentimentos
Demonstráveis,
Idênticos aos dos sujeitos
Dignos
E humanos...
II
A montanha
Que me atrai
Muitas das vezes me trai,
Ou eu, pessoalmente,
Inconscientemente,
A traí
Na minha
Manha...
III
Como um indivíduo
Comum,
Em momento nenhum,
Possuo
O condão
Fora da (minha) multidão,
Nem tão pouco a presunção
Do meu coração,
Mas, apenas e unicamente
A ambição
De transmitir a minha gente
A satisfação
E a alegria
Da minha vivência
Diária
Em comunhão...
IV
O dever
De escrever,
Tem a ver
Com a minha condição
Do cidadão,
Do ser
Como os demais
Que vivem em cada país...

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