terça-feira, 23 de novembro de 2021

 AQUELE QUE SONHA,

MUITAS VEZES, DEFINHA...


I


Pela madrugada,

Deixei-me navegar

Devagar,

Para um lugar

Desconheciddo 

Do mundo

Onde habitam

Seres

Invisíveis,

Mas sensíveis,

Vulgares 

Pelos sentimentos 

Demonstráveis,

Idênticos aos dos sujeitos

Dignos

E humanos...


II


A montanha

Que me atrai 

Muitas das vezes me trai, 

Ou eu, pessoalmente,

Inconscientemente,

A traí 

Na minha 

Manha...


III


Como um indivíduo 

Comum,

Em momento nenhum,

Possuo

O condão

Fora da (minha) multidão, 

Nem tão pouco a presunção 

Do meu coração,

Mas, apenas e unicamente

A ambição 

De transmitir a minha gente

A satisfação 

E a alegria 

Da minha vivência 

Diária

Em comunhão...


IV


O dever

De escrever,

Tem a ver

Com a minha condição 

Do cidadão,

Do ser

Como os demais 

Que vivem em cada país...

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