A INGENUIDADE
DA INDIVIDUALIDADE
I
O indivíduo
Ingénuo,
Pelo silêncio
E o vazio
No vácuo,
Percorre o caminho
Do vício,
Em virtude do sonho
Que alimentou
Desde
A infância,
Desde
A adolescência,
Que acreditou
Desde
A juventude,
Até a idade
Adulta
E até agora, acredita...
II
O mundo
Está recheado
De casos idênticos,
Está povoado
De malucos,
Que acreditam
Em demasia,
Que idolatram
Em fantasia,
No que não existe
Na realidade,
Mas apenas na sua mente,
Na sua criatividade
E subjetividade...
III
A esta enfermidade
Cujo nome desconheço,
Não conheço
Na Psicologia
Ou na Psicanálise,
Ou na outra Ciência
Com uma análise
De profundidade,
Mas me atrevo
E escrevo
Como algo semelhante
À demência
Da mente,
Algo distorcido
No seu consciente
Ou subconsciente...
IV
Os caminhos
Escolhidos,
Percorridos
Ao longo das nossas vidas,
Marcam,
Mancham
De uma certa forma,
A nossa maneira de ser,
A nossa maneira de estar,
A nossa maneira de se relacionar
Com os outros
E com todos
Os nossos encontros,
Dia
Após dia.
V
Distorcido
Do carácter,
O ser
Vive
Na sua cave,
Se fecha
Dentro de si próprio,
Para o mundo
Exterior,
Pelo amor,
Pela dor,
Pelo seu brio.
VI
Quando isso
Acontece,
Isto é,
Quando simultaneamente,
O indivíduo
Ingénuo,
Infelizmente,
Conhece
O pranto
E o sorriso

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