domingo, 14 de novembro de 2021

 A SAUDADE,

A MOROSIDADE

DO TEMPO,

DESDE

A MOCIDADE...


I


Nevrálgico

Na deformação do corpo,

O tempo 

Encarrega-se do nosso físico,

Bem como do psíquico,

Para fazer 

Ajustamento 

Cirúrgico,

Necessário

Em cada ser,

Em cada aspeto

Que faz parte 

Integrante

Do imaginário

Coletivo,

De qualquer 

Povo.


II


Tenho 

Saudade

Da minha mocidade,

Da minha juventude,

Naquela sociedade

Em que me ensinaram as regras da civililidade,

As normas de convívio 

Sadio 

Como aqui entre os que vivem no prédio

E os que têm o modo de vida precário.


II


Tenho 

Saudade 

Daquela localidade,

Arrebalde 

Da cidade

Onde 

Tudo se decidia

Em família,

Em concórdia,

Em sintonia

Com as leis da etnia.


III


Ali,

Aprendi

O amor

De cor,

Adquiri

Os valores

Que regem 

Os seres

Humanos,

Ainda que incipientes

E diferentes

Dos que existem

Noutros destinos,

Graças à humanidade

Duma personalidade

Que serei grato para a eternidade.


IV


Tenho

Saudade

Da antiguidade,

Do tempo 

Da mocidade,

De cada atividade

Que realizava no campo,

Com vontade

E o incentivo

Dado pelo meu povo:

A lavoura

Na agricultura,

O valor

E o amor

À terra,

Com a idade

Ainda tenra!


V


Oh!

Que saudade

Na caducidade

Ainda  que com a capacidade

De reconhecer  a complexidade

Que invade

Cada sociedade

Na atualidade!


VI

Oh!

 A saudade

Que nos sacode,

Que nos invade,

E não nos pede

A permissão, 

A autorização,

Porque a sua missão

É fazer-nos perder  a autoridade, 

A idoneidade

E cairmos na perdição,

Na tentação

Da leviandade.


VII


A saudade

Que nos impede

De dormir à noite,

Tornando-a longa,

Porque não nos larga

Com divagações,

Pesadelos,

Atropelos

De recordações,

Boas

E más,

Transformando-a  assim,

Deprimente

Até

Ao fim…


(TO BE CONTINUED)


PSA (TERÇA FEIRA, 04H35 MINUTOS), 15 DE Novembro de 2016.


                                                                                                             KK(NDO)

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