A SAUDADE,
A MOROSIDADE
DO TEMPO,
DESDE
A MOCIDADE...
I
Nevrálgico
Na deformação do corpo,
O tempo
Encarrega-se do nosso físico,
Bem como do psíquico,
Para fazer
Ajustamento
Cirúrgico,
Necessário
Em cada ser,
Em cada aspeto
Que faz parte
Integrante
Do imaginário
Coletivo,
De qualquer
Povo.
II
Tenho
Saudade
Da minha mocidade,
Da minha juventude,
Naquela sociedade
Em que me ensinaram as regras da civililidade,
As normas de convívio
Sadio
Como aqui entre os que vivem no prédio
E os que têm o modo de vida precário.
II
Tenho
Saudade
Daquela localidade,
Arrebalde
Da cidade
Onde
Tudo se decidia
Em família,
Em concórdia,
Em sintonia
Com as leis da etnia.
III
Ali,
Aprendi
O amor
De cor,
Adquiri
Os valores
Que regem
Os seres
Humanos,
Ainda que incipientes
E diferentes
Dos que existem
Noutros destinos,
Graças à humanidade
Duma personalidade
Que serei grato para a eternidade.
IV
Tenho
Saudade
Da antiguidade,
Do tempo
Da mocidade,
De cada atividade
Que realizava no campo,
Com vontade
E o incentivo
Dado pelo meu povo:
A lavoura
Na agricultura,
O valor
E o amor
À terra,
Com a idade
Ainda tenra!
V
Oh!
Que saudade
Na caducidade
Ainda que com a capacidade
De reconhecer a complexidade
Que invade
Cada sociedade
Na atualidade!
VI
Oh!
A saudade
Que nos sacode,
Que nos invade,
E não nos pede
A permissão,
A autorização,
Porque a sua missão
É fazer-nos perder a autoridade,
A idoneidade
E cairmos na perdição,
Na tentação
Da leviandade.
VII
A saudade
Que nos impede
De dormir à noite,
Tornando-a longa,
Porque não nos larga
Com divagações,
Pesadelos,
Atropelos
De recordações,
Boas
E más,
Transformando-a assim,
Deprimente
Até
Ao fim…
(TO BE CONTINUED)
PSA (TERÇA FEIRA, 04H35 MINUTOS), 15 DE Novembro de 2016.
KK(NDO)

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