quinta-feira, 4 de novembro de 2021

 O  ESPAÇO

CHAMDO SOBRAL

DE MONTE

AGRAÇO,

É ATUALMENTE,

ONDE MEÇO

A MINHA CAPACIDADE CEREBRAL


I


O nómada 

Da vida

(Des) regrada,

Que ano

Após ano,

Ainda continua vivo

Como servo

Do Estado,

Que o concedeu o canudo

Há mais de duas décadas

De caminhadas!


II


O seu terapeuta,

É atualmente 

A escrita,

O alicerce permanente

Que não o deixa cair,

Apesar da vida,

O nosso mestre,

O trair

Sempre.


III


Eu estou desaparecido

No espaço

Que sempre considerei

Ideal

Para o encontro

Com o outro

Que estimamos 

ou que nos é familiar,

Querido,

Não só por laço

De sangue,

Mas por amizade,

Por circunstâncias 

Alheias

À minha própria vontade.


IV

Peço 

Desculpas pelo silêncio.

Voltarei ao convívio

Com os que consideram este meio

De confraternização,

De comunicação

Por excelência

E de convivência,

Pois, reconheço

Que presentemente,

Sou um homem

Refém

Do traço

Onde diariamente

Me meço.


V


A minha salvação,

Está na oração

Que faço

Na escrita,

A alavanca

Que me levanta

Da cerca,

Para não dizer, da parede,

Do poço

Ou da ponte,

Que me esconde

Do outro horizonte.


VI


A palavra

É  a obra

Pura

Que assegura

A convivência singela

E sincera,

Àquela que entra

Na fissura,

Na greta

De cada janela

E traz

A  paz,

O amor

E afasta

A dor.


SOBRAL DE MONTE AGRAÇO ( 14H35MINUTOS-2ª-FEIRA), 04 DE NOVEMBRO DE 2013.


                  KANKAMBAL (NDO)

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