O ESPAÇO
CHAMDO SOBRAL
DE MONTE
AGRAÇO,
É ATUALMENTE,
ONDE MEÇO
A MINHA CAPACIDADE CEREBRAL
I
O nómada
Da vida
(Des) regrada,
Que ano
Após ano,
Ainda continua vivo
Como servo
Do Estado,
Que o concedeu o canudo
Há mais de duas décadas
De caminhadas!
II
O seu terapeuta,
É atualmente
A escrita,
O alicerce permanente
Que não o deixa cair,
Apesar da vida,
O nosso mestre,
O trair
Sempre.
III
Eu estou desaparecido
No espaço
Que sempre considerei
Ideal
Para o encontro
Com o outro
Que estimamos
ou que nos é familiar,
Querido,
Não só por laço
De sangue,
Mas por amizade,
Por circunstâncias
Alheias
À minha própria vontade.
IV
Peço
Desculpas pelo silêncio.
Voltarei ao convívio
Com os que consideram este meio
De confraternização,
De comunicação
Por excelência
E de convivência,
Pois, reconheço
Que presentemente,
Sou um homem
Refém
Do traço
Onde diariamente
Me meço.
V
A minha salvação,
Está na oração
Que faço
Na escrita,
A alavanca
Que me levanta
Da cerca,
Para não dizer, da parede,
Do poço
Ou da ponte,
Que me esconde
Do outro horizonte.
VI
A palavra
É a obra
Pura
Que assegura
A convivência singela
E sincera,
Àquela que entra
Na fissura,
Na greta
De cada janela
E traz
A paz,
O amor
E afasta
A dor.
SOBRAL DE MONTE AGRAÇO ( 14H35MINUTOS-2ª-FEIRA), 04 DE NOVEMBRO DE 2013.
KANKAMBAL (NDO)

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