quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 A INGENUIDADE

DA INDIVIDUALIDADE


I


O indivíduo

Ingénuo,

Pelo silêncio

E o vazio

No vácuo,

Percorre o caminho

Do vício,

Em virtude do sonho

Que alimentou 

Desde 

A infância,

Desde

A adolescência,

Que acreditou 

Desde

A juventude,

Até a idade

Adulta 

E até agora, acredita...


II


O mundo

Está recheado

De casos idênticos,

Está povoado

De malucos,

Que acreditam

Em demasia,

Que idolatram

Em fantasia,

No que não existe

Na realidade,

Mas apenas na sua mente,

Na sua criatividade

E subjetividade...


III


A esta enfermidade

Cujo nome desconheço,

Não conheço 

Na Psicologia

Ou na Psicanálise,

Ou na outra Ciência 

Com uma análise 

De profundidade,

Mas me atrevo

E escrevo

Como algo semelhante 

À demência

Da mente,

Algo distorcido 

No seu consciente

Ou subconsciente...


IV


Os caminhos 

Escolhidos,

Percorridos 

Ao longo das nossas vidas,

Marcam,

Mancham

De uma certa forma,

A nossa maneira de ser,

A nossa maneira de estar,

A nossa maneira de se relacionar 

Com os outros

E com todos 

Os nossos encontros,

Dia

Após dia.


V


Distorcido

Do carácter,

O ser 

Vive

Na sua cave,

Se fecha

Dentro de si próprio,

Para o mundo

Exterior,

Pelo amor,

Pela dor,

Pelo seu brio.


VI


Quando isso

Acontece,

Isto é,

Quando 

Simultaneamente,

O indivíduo 

Ingénuo,

Infelizmente,

Conhece

O pranto

E o sorriso

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