A SUPERVISÃO
PEDAGÓGICA
Após
7(sete ) sessões intensas de ação de formação on line, promovida pela
Associação Democrática de Professores da Grande Lisboa(ADPGL) e orientada pela
digníssima professora, Drª Maria José Rangel. Iniciada no dia 26 de abril e
teve o seu fim no dia 20 do corrente mês, do ano em curso, eis agora a tarefa que cabe a cada formando fazer
uma reflexão crítica final.
Não
é uma tarefa quão fácil, condensar ideias e os assuntos apresentados e abordados por todos os formandos nestas
escassas sessões, pois, elas decorreram no período pós laboral, o que
efetivamente, acarreta um enorme desgaste físico e psicológico.
Contudo,
irei explanar sucintamente as ideias chaves que constituíram o objetivo
essencial da ação de formação.
A
Supervisão Pedagógica tem sido ao longo dos anos um tema amplamente tratado e
discutido por agentes ligados à problemática de ensino, sobretudo do processo
ensino aprendizagem, por psicólogos, terapeutas, discussões académicas, peritos
noutros ramos de saber e que se interessam pelas abordagens no campo da
educação, bem como investigadores, curiosos, professores, etc.
Nestas
breves linhas, não irei tecer o historial da Supervisão Pedagógica ao longo dos
séculos, mas sim, centrar-me na importância fulcral do tema para os
professores, educadores, para as escolas e agrupamentos de escolas, pois, o
cerne da questão prende-se na melhoria significativa da ação educativa, e,
consequentemente, êxitos e rendimentos satisfatórios doa alunos em cada ano
letivo, a satisfação plena dos pais e encarregados de educação no investimento
familiar para o sucesso dos seus filhos, o meio caminho andado para mais tarde
se integrarem no mercado de trabalho plenamente.
Fala-se
amiudadamente no processo ensino aprendizagem, nos resultados desse processo,
dessa aprendizagem e esquece-se frequentemente de referir o papel crucial, de
destacar a importância do autor e condutor, o orientador desse processo, que é
o professor, o educador.
·
O
professor deve ser o motor, o agente catalisador para a melhoria do processo de
ensino-aprendizagem e, consequentemente, os bons resultados a obter por parte
dos alunos. Para que isso aconteça, é necessário canalizar todas as energias
disponíveis por todos os intervenientes neste processo almejado por todos; é
necessário um trabalho conjunto, um trabalho de equipa, o trabalho cooperativo
e colaborativo entre docentes, devendo partir fundamentalmente das próprias
direções de Escolas, do topo organizacional e incrementá-lo no seio de todos os
professores ou nos grupos disciplinares.
·
Uma experiência-piloto num agrupamento de
escolas no concelho de Barreiro, concretamente, no Agrupamento de escolas de
Santo António. Este projeto surge como um conceito cúmplice do trabalho
colaborativo ao serviço do desempenho da organização e do desenvolvimento
profissional dos docentes. Trata-se de um projeto de construção evolutiva a
partir de ações de capacitação e observação de aulas vertentes das didáticas,
dos apoios e da indisciplina. O trabalho de interpares efetuado entre docentes
numa perspetiva colaborativa, que permite que os outros docentes entrem na sala
de aula, com o objetivo de ajudar o colega que está na sala de aula a trabalhar
com os alunos.
·
Através dos colegas do agrupamento acima
aludido, aprendemos muita coisa útil sobre como implementar práticas educativas
e pedagógicas do atuar diário dos docentes nos universos escolares.
Enriquecemo-nos com toda a dinâmica, a experiência muito louvável e positiva,
algo muito inovadora que vão e contribuem para melhoria da prática pedagógica.
Os colegas docentes referidos e entrevistados do vídeo”Wibin@r da escola já
referido:
·
A Diretora desse Agrupamento de Escolas:
Manuela Raspadinha que nos transmitiu ideias centrais como esse agrupamento foi
encarado duma forma abrangente e de abordagens diferentes e enriquecedoras,
numa perspetiva ampla para todos os docente, alunos e toda a comunidade
educativa e escolar. O desafio apetitoso, mas difícil de concretização se não
for encarado duma forma positiva e com o entusiasmo e esperança, com dinamismo
suplementar na crença da mudança. O intuito de promover ações concretas a fim
de resolver alguns problemas essenciais e importantes que afetam maioria das
nossas escolas. O objetivo desse agrupamento de escolas, insere-se na
capacitação sucessiva, inovação e promoção de vontades e de interesses
coletivos com a intenção de transformar a mentalidade da prática docentes e da
pática pedagógica, a interação e colaboração intensiva e extensiva entre os
professores a fim de resolver os problemas que toldam e minam bons resultados
dos nossos alunos em cada ano letivo;
·
Por fim, o nosso colega, também na escola
acima referida, Rui Alves, que nos traçou um panorama arrojado da experiência
coletiva dos docentes, dos anos letivos de 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016,
relativamente aos problemas das indisciplinas nas salas de aulas e na escola em
geral. O trabalho grupal e coletivo exige um trabalho colaborativo entre todos
os agentes e de ensino, dos docentes em particular e organizacional, em geral
·
A colaboração numa perspetiva colaborativa, é
um trabalho árduo, motivante e motivador. Transmitiu-nos a experiência da
escola no que concerne ao projeto de supervisão ensaiada e posta em prática,
nomeadamente ao trabalho colaborativo de docentes, entre supervisores e
supervisionados, entre avaliadores e avaliados, constituindo grupos de trabalho
nos anos letivos atrás referidos. Nesta experiência inovadora, o colega nos
evidenciou e transmitiu o número de escolas, professores e aulas assistidas
gradualmente e extensivamente nos anos que atrás fiz referência.
·
Em suma, a perspetiva colaborativa, depreendemos
que é um processo evolutivo, que envolve a interação de todos os docentes, de
toda a comunidade educativa. Todos têm que estar engajados duma forma ativa
numa supervisão num anglo e perspetiva colaborativa, reflexiva e evolutiva. Não é um processo estático, mas
sim dinâmico, ativo e empático. O professor, o docente, o supervisor e
supervisionado têm que ter um diálogo construtivo, pré-e pós aulas assistidas.
Têm que andar de mãos dadas para o benefício do dos alunos, numa escola
inclusiva. Não pode nem dever existir o complexo de superior, mentor/inferior
ou seja, desmistificar ideias ancestrais da superioridade e da inferioridade,
relação distante entre os ambos promotores de sucesso dos alunos e da sua
integração e satisfação plena no universo escolar e na sociedade global- Não deve haver complexo entre os agentes de
ensino, pois, todos trabalham e contribuem para melhorar o processo de ensino
aprendizagem e, consequentemente, conseguir êxitos e bons resultados dos alunos
no final de cada ano letivo.
·
·
As sessões desta ação de formação,
permitiu-nos adquirir experiências enriquecedoras duma da escola do distrito no
que concerne ao projeto de supervisão ensaiada e posta em prática, nomeadamente
ao trabalho colaborativo de docentes, entre supervisores e supervisionados,
entre avaliadores e avaliados, constituindo grupos de trabalho nos anos letivos
atrás referidos. Nesta experiência inovadora, os colegas da escola de Barreiro
nos evidenciaram e transmitiram o número de escolas, professores e aulas assistidas
gradualmente e extensivamente.
·
Em suma, com a perspetiva colaborativa,
depreendemos que é um processo evolutivo, que envolve a interação de todos os
docentes, de toda a comunidade educativa.
·
Todos
têm que estar engajados duma forma ativa numa supervisão num anglo e perspetiva
colaborativa, reflexiva e evolutiva.
·
Não é um processo estático, mas sim dinâmico,
ativo e empático. O professor, o docente, o supervisor e supervisionado têm que
ter um diálogo construtivo, pré-e pós aulas assistidas. Têm que andar de mãos
dadas para o benefício dos alunos, numa escola inclusiva.
·
Não pode nem dever existir o complexo de
superior, mentor/inferior ou seja, desmistificar ideias ancestrais da
superioridade e da inferioridade, relação distante entre os ambos promotores de
sucesso dos alunos e da sua integração e satisfação plena no universo escolar e
na sociedade global.
·
Não deve haver complexo entre os agentes de
ensino, pois, todos trabalham e contribuem para melhorar o processo de ensino
aprendizagem e, consequentemente, conseguir êxitos e bons resultados dos alunos
no final de cada ano letivo.
·
Convém, nesta perspetiva dinâmica e
reflexiva, banir os preconceitos e dicotomias que dificultam o progresso nas
nossas escolas, entre o avaliador/avaliado; supervisor/supervisionado; é
necessário eliminar os constrangimentos e entraves entre os promotores do
progresso social, os professores; deve haver uma confiança mútua, uma interação
constante, diálogo permanente na definição, estruturação e conclusão no
processo de supervisão colaborativa e sobretudo, um feedback permanente.
·
Não deve continuar a existir a verticalidade
na ação educativa e sobretudo entre os professores como acontece em muitas
escolas, sobretudo entre o pessoal da Direção, professores de Quadro, contratados,
etc.
·
Da
primeira à última sessão, tivemos uma oportunidade de refletir criticamente
sobre a supervisão pedagógica, a cooperação e a colaboração entre professores e
todos os agentes de educação, uma
·
, cedendo lugar a universos abertos, colaborativos
e atentos, a “aldeias globais.
·
Quebremos as ilhas naturais e artificiais……1
Construamos aldeias globais de diálogo, de entendimento, de colaboração
constante entre todos os intervenientes nesse grande desiderato” do século, de
uma escola nova e democrática. A supervisão, deve ser entendida como um elo de
ligação íntima entre o supervisor e o supervisionado, apoio, orientação
auscultação com uma intenção e deliberação. A aprendizagem entre pares bem
encaminhada, direcionada é fundamental e crucial a uma escola que se pretende de todos e para todos, o
envolvimento de todo o universo escolar e dos seus agentes, para a melhoria dos
resultados escolares dos alunos, toda a comunidade educativa. Deve haver ambientes
propícios para a formação de novos professores bem como os que nas escolas já
fazem das suas “casas” com seminários, atualização das seus conhecimentos não
só científicos, mas também e fundamentalmente pedagógicos e didáticos. O
problema das indisciplinas nas salas de aula e nas escolas em geral,
despertou-muito interesse e muita curiosidade. Nas últimas semanas, na escola
onde estou a lecionar, tenho dedicado as minhas aulas de Cidadania e
Desenvolvimento, debatendo com os alunos duma forma frontal, democrática o
porquê da indisciplina, das participações disciplinares frequentes que chegam à
Direção da Escola por parte dos professores. O porquê da indisciplina e solução
que deve ser encontrada para a travar e solucionar.
Em suma, o objetivo das formações promovidas pelos
Sindicatos e associações, tem proporcionado aos professores ferramentas para
melhor encararem as suas atividades letivas sem medo, com segurança,
preparação, confiança e otimismo.
A supervisão pedagógica centra-se na orientação, no
apoio, na ajuda, na regulação e capacitação do docente na sua prática educativa
e docente. A supervisão pedagógica deve ser entendida dum forma abrangente e
detalhada.
Não pretendo encaminhar numa perspetiva histórica e do
seu processo de evolução desde muito cedo até a nossa época.
Apenas referir ela não pode ser entendida de forma linear
e, mas sim olhá-la e encará-la como um processo dinâmico, democrático e
empático. A abordagem mais recente ao conceito de supervisão ultrapassaram a
perspetiva tradicional, unilateral, que a identificava com a inspeção,
fiscalização e passa pelo ângulo de multilateralidade integradora, inclusiva de
diferentes ações complementares, permitindo encará-la na transversalidade
funcional como diriam alguns peritos neste domínio. A perspetiva que devemos
conotar a supervisão, não deve ser de “modelo”, mas sim “referente”, algo
diferente e interessante e importante.
Gostei muito desta ação, pois abriu-me mais horizontes e
mais apetite para, de novo, mergulhar-me nas águas passadas de estágio da
década de 80 na Universidade de Évora e na Escola Secundária de
Montemor-O-Novo.

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