segunda-feira, 7 de junho de 2021

 ALGO

DO AMIGO...


I


Eu me entrego

Ao jogo

Que rogo

Em cada

Dia 

À Providência,

Procurando o sugo

Que liberta o meu umbigo

De qualquer perigo

Em eminência!


II


O fogo

Que arde no meu âmago,

Não encontra o lago

Aqui,

Que permite

O aconchego

Semelhante

 Ao de Canchungo,

Que não tinha nenhum pago,

Pois, ali 

Existia

Um único rego

Onde crescia

Em abundância

O trigo

Da minha família...!


III


Não nego

À minha origem

Como homem;

Não rasgo

O pano da minha linhagem

Por mais que use outra roupagem

E carrego

Outra plumagem

Sobre as minhas costas

Já gastas!...


IV


O prazer

De escrever 

A fim de fazer 

Entender

A alguém

O meu querer

Como um ser

Que está sempre em viagem,

Me obriga a viver

Como qualquer

Criatura 

Que pretendia

Entreter

Com alegria

Da palavra

Que existe na literatura,

Na litarcia

Aquele que procura

A doçura

E a ira

Da letra!


(Continua)


Amadora, 22/05/2018.


                NDO(KAMBAL)

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