ALGO
DO AMIGO...
I
Eu me entrego
Ao jogo
Que rogo
Em cada
Dia
À Providência,
Procurando o sugo
Que liberta o meu umbigo
De qualquer perigo
Em eminência!
II
O fogo
Que arde no meu âmago,
Não encontra o lago
Aqui,
Que permite
O aconchego
Semelhante
Ao de Canchungo,
Que não tinha nenhum pago,
Pois, ali
Existia
Um único rego
Onde crescia
Em abundância
O trigo
Da minha família...!
III
Não nego
À minha origem
Como homem;
Não rasgo
O pano da minha linhagem
Por mais que use outra roupagem
E carrego
Outra plumagem
Sobre as minhas costas
Já gastas!...
IV
O prazer
De escrever
A fim de fazer
Entender
A alguém
O meu querer
Como um ser
Que está sempre em viagem,
Me obriga a viver
Como qualquer
Criatura
Que pretendia
Entreter
Com alegria
Da palavra
Que existe na literatura,
Na litarcia
Aquele que procura
A doçura
E a ira
Da letra!
(Continua)
Amadora, 22/05/2018.
NDO(KAMBAL)

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