RRECORDAR
O QUE HÁ ANOS
ESCREVI:
ÁFRICA COLORIDA,
ÁFRICA DORIDA,
MAS DOURADA!
I
É esta África,
Que, apesar da desgraça,
Nela
Está toda a esperança
Da criança
Que nela
Venha,
Nasça
Amanhã!!!
II
Dorida,
Atormentada,
Dominada
Durante séculos
E séculos
Pelas potências
Coloniais
Europeias,
Hoje,
Longe
Das épocas
Áureas
Das independências,
Ainda
Continua mergulhada
Num caos
Sem fim a vista!
III
Manos,
Cabe-nos
A nós
Próprios
Africanos,
Zelar pelos
Nossos
Destinos!!!
IV
Peço aos meus conterrâneos,
Sobretudo aos idóneos,
Que me ajudem,
Que me auxiliem
A encontrar a minha África,
Queria dizer, a nossa África,
Perdida,
Nas malhas
Dos canalhas,
Queria eu dizer, vendida
Pelos abutres
Que se julgam mestres
E donos
De todos os" hermanos
Africanos!
V
O pano
Que se cinge,
Se finge
Ser africano
Para ludibriar,
Aldrabar
Aqueles que logo no início
Julgam-no
Imune de vício,
Ou com o " sumbia"
Do imortal
Amilcar Cabral
Na cabeça
Com justeza
E justiça,
Ou com palavreados
Bem definidos
Nos discursos
Pomposos,
Oratórias
Sábias...!
VI
África
É a Meca
É a Fátima
Na nossa alma!
Adoremo-la,
Veneremo-la,
Não só por ser bela,
Linda,
Mas sim por ser sagrada,
Porque ela
É o berço
Da humanidade,
O marco e o começo
Da civilidade!
VII
Dói-me
O que se passa
Noutros pontos
Do nosso continente,
Como o que se passa
Entre os irmãos
Do Sudão do Sul;
Com os irmãos
Do Sudão do Norte;
O que se passa
No Congo,
Na Eritreia,
No Sahara Ocidental,
Nos Camarões,
Na Líbia desgovernada,
Etc, etc.
VIII
Obrigado
A todos
Os irmãos
Destemidos,
A todos
Os meus manos,
Que, sem medo,
Navegam,
Trilham
No caminho débil
E difícil,
Nos terrenos
Minados
Pela corrupção,
Pelo nepotismo,
Pelo clientelismo,
Pois, não existe
Outra
Opção
Na nossa terra!
No entanto,
No mínimo, digo, restrito,
Existe
Ainda uma raridade
Na nossa sociedade.
IX
Nós
Emigrados
Sem voz,
Os que mais tarde
Na nossa sociedade,
São denominados
De " estrangeirados",
Atrofiados,
Esfoliados,
Esfomeados,
Talvez,
Um dia,
Chegue a nossa vez,
Para darmos a contribuição
Na nossa querida pátria!
Uma utopia,
Um sonho remoto
Em cada pensamento!
X
O poeta
Remata
Com a sua caneta,
Lembra,
Alerta
E canta
As melodias
De alegrias
Ou de monotonias
Da sua terra
Natal,
A agruras
Das suas terras
No final
Das suas aventuras!
(Continua)
ESCOLA BÁSICA 2,3,Galopim de Carvalho (13h43 minutos, sexta-feira), 25 de Maio de
2018
KK(NDO)

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