terça-feira, 15 de junho de 2021

 RRECORDAR 

O QUE HÁ  ANOS

ESCREVI:


ÁFRICA COLORIDA,

ÁFRICA DORIDA,

MAS DOURADA!


I


É esta África,

Que, apesar da desgraça,

Nela 

Está toda a esperança

Da criança

Que nela

Venha,

Nasça

Amanhã!!!


II


Dorida,

Atormentada,

Dominada

Durante séculos

E séculos

Pelas potências

Coloniais

Europeias,

Hoje,

Longe

Das épocas

Áureas

Das independências,

Ainda 

Continua mergulhada

Num caos

Sem fim a vista!


III


Manos,

Cabe-nos

A nós

Próprios

Africanos,

Zelar pelos

Nossos

Destinos!!!


IV


Peço aos meus conterrâneos,

Sobretudo aos idóneos,

Que me ajudem,

Que me auxiliem

A encontrar a minha África,

Queria dizer, a nossa África,

Perdida,

Nas malhas

Dos canalhas,

Queria eu dizer, vendida

Pelos abutres

Que se julgam mestres

E donos

De todos os" hermanos

Africanos!


V


O pano

Que se cinge,

Se finge

Ser africano

Para ludibriar,

Aldrabar

Aqueles que logo no início

Julgam-no 

Imune de vício,

Ou com o " sumbia"

Do imortal 

Amilcar Cabral

Na cabeça

Com justeza

E justiça,

Ou com palavreados 

Bem definidos

Nos discursos

Pomposos,

Oratórias

Sábias...!


VI


África

É a Meca

É a Fátima

Na nossa alma!

Adoremo-la,

Veneremo-la,

Não só por ser bela,

Linda,

Mas sim por ser sagrada,

Porque ela 

É o berço

Da humanidade,

O marco e o começo

Da civilidade!


VII


Dói-me

O que se passa 

Noutros pontos

Do nosso continente,

Como o que se passa

Entre os irmãos

Do  Sudão do Sul;

Com os irmãos

Do Sudão do Norte;

O que se passa

No Congo,

Na Eritreia,

No Sahara Ocidental,

Nos Camarões,

Na Líbia desgovernada,

Etc, etc.


VIII


Obrigado

A todos

Os irmãos

Destemidos,

A todos

Os meus manos,

Que, sem medo,

Navegam,

Trilham

No caminho débil

E difícil,

Nos terrenos

Minados

Pela corrupção,

Pelo nepotismo,

Pelo clientelismo,

Pois, não existe

Outra

Opção

Na nossa terra!

No entanto,

No mínimo, digo, restrito,

Existe 

Ainda uma raridade

Na nossa sociedade.


IX


Nós

Emigrados

Sem voz,

Os que mais tarde

Na nossa sociedade,

São denominados

De " estrangeirados",

Atrofiados,

Esfoliados,

Esfomeados,

Talvez,

Um dia,

Chegue a nossa vez,

Para darmos a contribuição

Na nossa querida pátria!

Uma utopia,

Um sonho remoto

Em cada pensamento!


X


O poeta

Remata

Com a sua caneta,

Lembra,

Alerta

E canta

As melodias

De alegrias

Ou de monotonias

Da sua terra

Natal,

A agruras

Das suas terras

No final

Das suas aventuras!


(Continua)


ESCOLA BÁSICA 2,3,Galopim de Carvalho (13h43 minutos, sexta-feira), 25 de Maio de 

2018


                          KK(NDO)

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