quinta-feira, 17 de junho de 2021

 A POESIA, 

A FANTASIA 

OU A TERAPIA?


I

              

Um vício,

Esse ofício

Da escrita

Que me tenta,

Que me incita

A experiementar

O bem-estar

Na caminhada

Da vida, 

Filho

Cheio de orgulho,

Por ter vivido da bolanha

Da minha 

Querida 

Nhanha,

Algures

Naqueles lugares!


II


Tenho saudade

Da escrita

Que elevava,

A minha auto-estima

Em cada dificuldade

Que me batia a porta,

Em cada contrariedade

Que esbarrava

O meu

Eu,

Mas que sempre teima!


III


Hoje,

Longe

Desse desejo,

Aqui tão perto

Do Tejo,

Resisto

À enfermidade

Que impede

A minha mobilidade

Há mais de três

Meses

Afastando-me deste  espaço

Predileto,

Que apelidei de laço!


IV

Lugares

Tão recônditos

Onde os meus antepassados

Construiram os seus humildes lares,

Legando-nos os conhecimentos

Relacionados 

Com a sua história,

Com a sua vivência,

Como por exemplo,

kantoma,

Bolama,

Quínara,

Nova Sintra;

Cada uma, um símbolo

De resistência

Contra 

A ocupação estrangeira


V


Tenho saudades

De outros tempos

Que nunca mais voltam!

Tenho saudades

Dos lugares,

De "djambarés",

Onde tudo 

Se entroncava

E onde tudo

Se desenhava!

As amizades

Dos campos

Onde se contavam

E ainda se contam

As bravuras

Nas sombras

De humildades,

Sinceridades 

E de tudo!

Lá se lavravam

Mancarra, 

Feijão, inhambe, abóbora,

Etc!


VI


Lá ,

Na Lala,

Onde cresci

E vivi 

Por pouco tempo,

Pois, fui levado 

Para o outro lado,

Porque se temia

A  inércia

Do meu corpo,

Ou desejando 

Fertilizar a minha mente,

Ou se tentava evitar a minha morte.


VII


A poesia,

Como alguém dizia,

É como uma terapia

Que alivia

A nossa dor,

Aumenta o nosso amor

Connosco próprios,

Nos desvia

De maus vícios,

Nos eleva  para lugqares

Altos ou altares.

A escrita

É a ponta

Que me incita

A ter uma visão otimista

Da realidade

Que nos circunscreve,

Da humanidade

Onde se vive.

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