IMAGENS
DIVINAS
SUBSTIRUIRAM AS IMAGENS
HUMANAS...
I
As fotos
Da família
Já não dizem
Nada!
Já não fazem
Falta!
O pendor
Religioso
É maior
Que o amor
Familiar!
II
Foi isso
Que Deus
Nos ensinou?
Foi isso
Que Jesus Cristo
Nos doutrinou
E São João Baptista
Nos transmitiu?
III
Quem escreve
O artigo,
É um católico
Apostólico
Romano,
Um humano
Africano,
Um manjaco
Na terra do branco,
Que, por acreditar em Deus,
Também acredita nos seus
Irmãos ,
Seres
Com imgens
Semelhantes
Ao próprio Deus,
Que, com ele,
Vivem
E habitam
Neste
Planeta.
III
Um humanista
Imbuído
Dos valores
Sublimes
Do mundo
Progressista,
Solidário
Aquele prega
E apregoa
Os valores
"Do império
Da lei"
Na nossa grei.
IV
As fotos
Da família,
Foram acantonadas
Num quarto
Particular,
Familiar,
Retiradas
Do Centro
Do encontro,
Do convívio
Sadio
Dos membros
Que fazem parte
Dos quadros
Do corpo permanente!
Ou falta fazer
Como fazem
Àqueles d,outras religiões,
D,outras seitas,
Queimar "firguidjas",
Simbolos dos ancestrais
De algumas etnias,
Como a dos manjacos.
V
A tristeza
Sempre
Me invade
Quando a injustiça
Prende
A alegria
Contagiante
No seio duma comunidade,
Com a vitória
Da religião
Sobre
O espaço do clã,
Sobre
O espaço da tribo
"Bantumbi e "Batchabo",
O espaço do irã..
VI
Vejo
Agora,
Na minha comunidade
A monotonia
Em cada fisionomia,
Em cada cara,
Em cada rosto
Coberto
De pranto
Em cortejo...!
VII
Desapareceu,
Desvaneceu,
Está omisso
O sorriso
Que me fazia sorridente,
Em cada dia e em cada noite!
Que pena
A cena
Que se vislumbra
Agora
Nesta casa
Devassa
E com uma nova figura!
VIII
Os meus sonhos
Já não são românticos,
Porque estão cheios de espinhos
Que limitam
E ensombram
Os meus palcos
Utópicos...!
IX
É doloroso
O passo
Que demos
Na sala,
Nos quartos
Que percorremos
E deparamos
Sempre com os rostos
Dos santos,
Das virgens,
Sem imagens
De homens,
De pessoas
Reais,
Que nos enchem de orgulhos
E de sonhos!
X
Um humanista,
Um animista,
Um católico
Não praticante,
Apologista
Do amor
Ao próximo
E ao redor,
Um crente,
Um apologista
Da pessoa humana
Em plenitude
Em cada parede
Do quarto,
Um vulto
Que nos incentiva
E eleva
Às coisas mais sublimes
Da e na Himanidade!
Não subestimem
Ao valor
Do que existe
Como um primor!
XI
Tenho vergonha
Que se exponha,
Como uma montra
Na mitra,
Como uma bola,
O que existe na minha mala,
Na alma
Singela
E cândida,
Vinda
De Bolama...!
XII
Pergunta-se:
- Os deuses
Não podem,
Não devem
Conviver-se com os humanos?
(Continua)
London ( quinta-feira, 10:00), 05 de agosto de 2021.
KK(NDO)

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