segunda-feira, 7 de junho de 2021

 A CANETA,

A FERRAMENTA 

QUE ME INCITA

À ESCRITA


I

...Suculento

Alimento

Que constitui

O sustento

Com que fui

Feito,

Me levanto

E parto

Com um desiderato!


II


O pilar 

Basilar,

Que me faz pular

E rolar 

Por todos

Os becos

E cantos

Imaginados, 

Como pólos

E focos

Já por outros homens já habitados.


III


A sucessão

De sequelas

 Nas novelas

Passadas 

E vividas

Em várias 

Favelas

Das

E nas 

Periferias,

Preenche o coração 

Do cidadão

Que a emigração

Pisou

E aprisionou

Bem longe

Hoje,

Das pessoas que tanto ama 

E estima.


IV

Escrevo,

Porque vivo,

Tinha

E tenho

Um sonho,

Um objetivo

Como filho

De Nhanha,

Que só o trabalho

O faz ajudar o seu povo,

O permite apoiar o seu povo.

V

Mas como ajudar,

Como apoiar,

Se tenho as mãos atadas

As sendas 

Bloqueadas

E obstruídas!!!

Mais de vinte e cinco anos 

Sem a progressão,

Sem a vinculação

Na educação

Na profissão

Que constituía a sua vocação,

A sua paixão!!!


VI

É a razão

Que a própria razão

E o coração 

Desconhecem, na sua missão

E tentativa de compreensão

Dos enredos 

Humanos,

Conduzidos 

Por (vários) governos,

Os donos

Dos governados,

Sempre esperançados

Nos seus dignos

Representantes,

Em todas as partes

E em todos os continentes!!!


Póvoa de Santo Adrião( Sábado, Café “Pão Quente”, 14h35 minutos), 30 de Maio de 2015-05-31

                                                            KAMBALL (NDO)

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