A CANETA,
A FERRAMENTA
QUE ME INCITA
À ESCRITA
I
...Suculento
Alimento
Que constitui
O sustento
Com que fui
Feito,
Me levanto
E parto
Com um desiderato!
II
O pilar
Basilar,
Que me faz pular
E rolar
Por todos
Os becos
E cantos
Imaginados,
Como pólos
E focos
Já por outros homens já habitados.
III
A sucessão
De sequelas
Nas novelas
Passadas
E vividas
Em várias
Favelas
Das
E nas
Periferias,
Preenche o coração
Do cidadão
Que a emigração
Pisou
E aprisionou
Bem longe
Hoje,
Das pessoas que tanto ama
E estima.
IV
Escrevo,
Porque vivo,
Tinha
E tenho
Um sonho,
Um objetivo
Como filho
De Nhanha,
Que só o trabalho
O faz ajudar o seu povo,
O permite apoiar o seu povo.
V
Mas como ajudar,
Como apoiar,
Se tenho as mãos atadas
As sendas
Bloqueadas
E obstruídas!!!
Mais de vinte e cinco anos
Sem a progressão,
Sem a vinculação
Na educação
Na profissão
Que constituía a sua vocação,
A sua paixão!!!
VI
É a razão
Que a própria razão
E o coração
Desconhecem, na sua missão
E tentativa de compreensão
Dos enredos
Humanos,
Conduzidos
Por (vários) governos,
Os donos
Dos governados,
Sempre esperançados
Nos seus dignos
Representantes,
Em todas as partes
E em todos os continentes!!!
Póvoa de Santo Adrião( Sábado, Café “Pão Quente”, 14h35 minutos), 30 de Maio de 2015-05-31
KAMBALL (NDO)

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