Recordar convosco:
A NOSSA OUSADIA
PERANTE A BALBÚRDIA
DE CADA DIA
I
Escrever
Sem uma única imagem
Por um homem
Habituado a fazer
Acompanhar
O seu caminhar
Com algo sugestivo,
Com algo apelativo,
É um sinal
De obra tão banal
Que o deixa
Como se estivesse
Dentro duma caixa,
O impasse
Que provoca nele, muita tosse.
II
O que aprendi,
Em cada livro
Que li,
É tão bizarro
Como o barro
Modelado,
Aperfeiçoado
Para que cada homem
Se transformasse
Num jovem,
Se tornasse
Mais novo,
Mais audaz,
Com um objetivo
Capaz
De mudar o mundo que o rodeia,
E que saísse
Da teia
Que o envolve,
Pelo que, não ouve,
Nem
Tão pouco vê.
III
Surdos
E mudos
Pela balbúrdia
De cada dia,
Cada um de nós,
Deveria ter a voz
E, com ousadia,
Denunciar o hecatombe
Com que a humanidade
Sucumbe
De tanta fraude,
De tanta falsidade
Dos nossos dirigentes
Da coisa pública,
Que tudo sugam
E nada nos deixam e/ou entregam!
IV
Oh! Onde iremos parar
E como encarar
O futuro
Das gerações vindouras,
Se cada um está a olhar
Apenas para o seu próprio umbigo,
Para o seu amigo,
Esquecendo,
Ignorando
Àquele que está ao seu lado?
Está nascendo,
Está emergindo
O novo muro,
Que cria fissuras
Entre as populações,
Entre as nações?!
V
Homens
De criações,
Homens
De invenções,
Reflitamos
Nos novos "cosmos",
Nós, criaturas,
Que deixamos
De ser feras,
Desde às remotas
" Revoluções ",
Deixando as savanas,
As florestas,
E impomos
As verdadeiras
E dignas
Realizações
Humanas!
(Por concluir)
P.S.A.( Domingo, 02h10 minutos), 17/04/2016.
KANKAMBALL (NDO)

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