terça-feira, 15 de junho de 2021

 Recordar convosco:


A NOSSA OUSADIA

PERANTE A BALBÚRDIA

DE CADA DIA


I


Escrever 

Sem uma única imagem

Por um homem

Habituado a fazer 

Acompanhar

O seu caminhar

Com algo sugestivo,

Com algo apelativo,

É um sinal

De obra tão banal

Que o deixa

Como se estivesse 

Dentro duma caixa,

O impasse

Que provoca nele, muita tosse.


II


O que aprendi,

Em cada livro

Que li,

É tão bizarro

Como o barro

Modelado,

Aperfeiçoado

Para que cada homem

Se transformasse

Num jovem,

Se tornasse 

Mais novo,

Mais audaz,

Com um objetivo

Capaz 

De mudar o mundo que o rodeia,

E que saísse

Da teia

Que o envolve,

Pelo que, não ouve,

Nem 

Tão pouco vê.


III


Surdos

E mudos

Pela balbúrdia

De cada dia,

Cada um de nós,

Deveria ter a voz

E, com ousadia,

Denunciar o hecatombe

Com que a humanidade

Sucumbe

De tanta fraude,

De tanta falsidade

Dos nossos dirigentes

Da coisa pública,

Que tudo sugam

E nada nos deixam e/ou entregam!


IV


Oh! Onde iremos parar

E como encarar

O futuro

Das gerações vindouras,

Se cada um está a olhar

Apenas para o seu próprio umbigo,

Para o seu amigo,

Esquecendo,

Ignorando

Àquele que está ao seu lado?

Está nascendo,

Está emergindo

O novo muro,

Que cria fissuras

Entre as populações,

Entre as nações?!


V


Homens

De criações,

Homens

De invenções,

Reflitamos 

Nos novos "cosmos",

Nós, criaturas,

Que deixamos

De ser feras,

Desde às remotas

" Revoluções ",

Deixando as savanas,

As florestas,

E impomos 

As verdadeiras

E dignas

Realizações

Humanas!

(Por concluir)


P.S.A.( Domingo, 02h10 minutos), 17/04/2016.


KANKAMBALL (NDO)

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