NÃO CURVAR-ME-EI
COMO QUEM SE CURVA AO REI
I
Não se curvem
Se se servem,
Como quem
Se curva perante o rei,
Porque eu, também,
Não curvar-me-ei.
II
Refiro -me
Às dificuldades
Do dia
A dia,
Que, muitas das vezes,
Nos conduzem à resignação.
III
Aos jovens,
Que estão
Na flor
Da vida,
Que aproveitem
As oportunidades
Que lhes são
Proporcionadas
Pelos seus progenitores,
Pelas suas sociedades
Para se elevarem,
Para serem
Homens
Do amanhã
Risonho,
(Que se pretende que seja),
Concretizando
Cada sonho
Pessoal
Individual,
Profissional,
Social
E global.
IV
O tempo
Passa,
O tempo
Voa
E tudo arrasa,
E não nos perdoa;
O tempo
É dinheiro,
O tempo
É um tesouro:
Nos edifica,
Nos dignifica,
Mas, às vezes, nos peca
E nos danifica.
V
O dia do pai
Que não cai
E sempre vai
Ao encontro das aspirações
Daqueles que são as suas paixões
As verdadeiras razões
Do seu viver
Ainda
Na vida,
Como um ser.
VI
A essência
Da dignidade
Humana,
Reside
Na decência
Que emana
Do interior
Para o exterior,
De modo profícuo,
Mesmo árduo
De cada indivíduo.
VII
Procuremos
Motivações,
Para sacudirmos
As dificuldades
E decepções
Que impedem as nossas ações,
Em muitas vicissitudes
Da(na) caminhada
Da vida!
VIII
A minha verdade
É uma banalidade
Na realidade
De cada personalidade,
Querendo eu dizer, com isso,
Que ela insere - se na teoria da relatividade,
Não um modelo
Num universo
(Mais) Amplo.
IX
Quando
Um filho
Escreve:"O melhor
Pai do mundo",
Maior
Responsabilidade
Incute a paternidade,
O espelho
Para o seu trilho.

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