segunda-feira, 7 de junho de 2021

 ALGUÉM LONGE

DO SEU  AMBIENTE,

NÃO FINGE

E ESCREVE

SOBRE

O QUE SENTE...!


I


Na aurora,

Na madrugada

Gélida,

Tórrida,

A criatura

Vira

De lado

Para lado,

Na cama,

Cujo o aroma,

O perfume

Se assemelha

A duma

Ovelha

Vinda

Fora

Do curral de arame

Farpado,

Com fome

E come

Palha

De qualquer modo,

Seca ou molhada!


II


Às vezes,

Nesses

Revezes,

Nessas fases

Em que não temos Hipóteses

De ter mais posses

E sucumbimos 

Nas crises,

E, consequente

E obviamente,

Nas tontices,

Tolices

D,outras coisas ou espécies ...!


III


Os anjos

Da aguarda

Já nos seus quartos,

Nos seus aposentos,

Sossegados,

Tranquilos,

Guardam cada qual,

A sua farda

Desigual

No quintal,

Despreocupados

Com os seus marujos,

Com os seus pupilos...


IV


E na noite

Longa,

A gente

Cavalga

Em lugares

Incertos,

Inseguros

Dos patamares

Altos,

Baixos e sem amparos

De vidas

Desavindas,

Atiradas

À sua sorte

Para as reservas,

Para as selvas

Sem servos nem servas,

Nem tão pouco vivas!


V


E quando não se pinta,

Se escreve

Ou se lê,

Porque não se vê,

Nem se ouve

Nem se escuta

A voz da nossa prole,

O barulho

De nenhum filho

Ou de nenhuma filha

Que nos atrapalha,

O grito da esposa

Que nos acusa

De alguma coisa

Mal feita...!


VI


E a tristeza

Aparece

E toma

Conta

Da nossa alma,

Do nosso espírito

Já sem sagueza,

A nossa face

Sem chama

Natural,

Habitual

Da nossa meninice...!


VII


Pergunto

O sujeito

Atónito

E aflito:

" Qual o teu préstimo

Para com o seu próximo?

O que dizes

E fazes?

Quais os teus planos

Para com aqueles 

Humanos,

Àqueles 

Teus manos?


(Por concluir)

Santos Matos(terça-feira, 02h23 minutos), 15 de maio de 2018.


                                 KK(NDO)

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