quinta-feira, 17 de junho de 2021

 O MUNDO NÃO TEVE NEM TERÁ FIM 

DEPOIS DE MIM


I


O ser humano,

O homem,

Só tem

O valor

Se tiver o amor

Em relação ao seu próximo.


II


 O seu carácter

Mede-se pelas suas acções

Diárias

E pelas alegrias

Que distribui pelos corações,

Para melhor

Consigo, viver.


III


Em cada palavra

Que eu escrevo,

Fá-la com muita honra

Em memória dos que muito devo

Neste mundo,

Sobretudo

Aos meus pais

E também ao meu país.


IV


Nasci

E sorri

Para o mundo

Que me tem acolhido

Como um filho querido;

Pelo que fico muito grato.

Pelo facto.


V


Ninguém

É mais ninguém,

Pois,

Ninguém

Tem

O direito sobre outrem,

Sobre qualquer homem;

Por isso, todos devem

Contribuir para o bem,

Não só dum,

Mas para o bem

Comum.


VI


A misericórdia

Em cada dia

De cada homem,

Não significa a cobardia,

Mas a coragem

E o valor que possui

No seu “ i “(…).


VII


A superioridade

Na humanidade,

É uma questão de individualidade

Da (própria) dignidade

De cada ser

No seu conviver,

Pois, é algo de relatividade

De cada.


VIII


Conforme o meio

E as circunstâncias,

Assim é o benefício,

Assim são as regalias

Que cada sujeito

Tem como proveito,

Se de tudo souber

Tirar o máximo de dividendos

Para os seus fundos.


IX


Os seres humanos passam,

O mundo fica;

Os homens tropeçam,

Mas o mundo não estica;

Permanece no mesmo sítio,

No mesmo pátio.


X


Quero,

Queria

Que as minhas “porcarias”,

Que as minhas “loucuras”

Na utilização

Das letras,

Na composição

Das palavras,

Fossem alegrias

Para todos aqueles que têm um bom “faro”

Para cada livro,

Para cada brochura,

 Ou para cada obra.


 MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL (LISBOA), 10 DE MARÇO DE 2007.


                                                                     MATTOS (NDO)

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