RELER,
RECORDAR:
INGLATERRA,
BÔ KA DIBIBA DIXA NÔ TERRA,
SOBRETUDO NHA BOLAMA"! (1)
I
Escrevo
O que devo,
Melhor dito,
O que sinto
Dentro do meu peito.
BOLAMA,
A minha alma,
Está em cima
Da minha preocupação,
Dentro do meu coração!
II
O tema
Que acima
Fiz referência,
É a notícia
Diária,
A carência
Séria
Que apoquenta
A minha consciência
E está
À ribalta!
III
Dirão
Os críticos,
Àqueles que terão
A oportunidade
Na brevidade,
De ler esta minha reflexão,
Que certamente,
Serão
Poucos,
Porque afirmirão,
" Este homem
Está desvairado,
Alienado,
Louco,
Maluco
Senão,
Demente!
Está além
Das suas faculdades,
Mentais,
Das suas potencialidades"!
IV
Eu não quero
Ferir susceptibilidades,
Sensibilidades,
Dos portugueses,
Nem tão pouco dos guineenses,
Conterrâneos
Idóneos,
Que eu muito adoro,
Amo
E estimo.
V
O problema
Que se põe,
O problema
Que se coloca,
Se supõe
Quando se evoca,
Invoca,
O que existe
E está patente
Naquela
Que era tão bela
Cidade,
Que hoje,
Bem longe
Da beldade
Para quem a visita
E a percorre de ponta
A ponta!
É muito triste
Ver o seu estado
De abandono
Por parte
Do governo,
Porque tudo
Está degradado!
VI
Eu choro
E nada imploro,
A quem está no leme,
Porque não quero
Vexame
Que entola e entoa
À minha pessoa!
A minha Bolama,
Dantes "ninho de terroristas"
Hoje, o pasto de animais
Irracionais
Nas encostas"!
VII
Oh Ulisses!
Se hoje visses,
A cidade
Que pretendias
Para a sua Majestade,
As delícias e moradias
Dos guineenses!!!
VIII
A degradação,
A putrefação
Da predileção
Da tua Nação,
Não merece à menção
Por outro concidadão!
IX
Por linhas
SOLTAS,
Faço as minhas,
As tuas conquistas
De outrora
Naquela terra,
Que me dá sono
Por tanto abandono!
X
Por tanto rubro
Por dentro,
Espero
Que seja próspero
O louro
Plantado naquele terreno,
O ébano
De cada menino!
1. INGLATERRA, NÃO DEVIA(S) DEIXAR A NOSSA TERRA, SOBRETUDO A MINHA BOLAMA.
(Continua)
Brandoa ( sábado, 11horas e 37 minutos), 06/04)2019.
KK(NDO)

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