sábado, 19 de junho de 2021

 COMO O TEMPO

PASSA

TÃO DEPRESSA 

E ARRASA

O NOSSO CORPO!


I


E duro

O choro

Sem nenhum socorro,

Nem tão pouco o amparo

Do mundo inteiro

E nem sequer um pequeno reparo 

Por esse grande desespero

De um povo que só tem o faro

Do tiro 

Como o louro, 

O tesouro

Do mensageiro

Vindo do estrangeiro.


II


As noites

Pungentes,

Tristes 

Mesmo reluzentes,

Estão sempre indecentes

Com vestes

Trajes brilhantes,

Para estabelecer cortes

Entre os presentes

E os que estão muito distantes

Das suas gentes...


III


As noites

Das mentes

Em constantes 

Delírios,

Sejam quais forem os sítios,

Quentes 

Ou frios

Em que se encontram,

A sua principal 

Preocupação 

É sua terra natal,

E, por consequência,

Têm a consciência

Da sua NAÇÃO 

Pelo que nunca se sossegam!


IV


O sono

Vai

E vem,

Chamemo-lo

fulano 

Ou beltrano,

Como quem

 Trai

Alguém,

O seu pai

Ou seu mano,

Pelo

Que nunca está tranquilo,

Porque o seu espírito

Faz o apelo

Ao arrependimento...


V


O tempo

De um tipo

Que vem do campo

E pretende chegar ao topo

Trajado apenas com um trapo,

Aquele que não tem nenhum papo

Sobre o que é sujo ou limpo...


VI


O tempo,

O amigo,

O inimigo

Que nos lança

Para a pujança

Ou para a desgraça

Da caminhada, 

Da vida,

É o fenómeno

Humano

Que não nos dá

Trégua

Por mais míngua  

Que seja a falha 

Em que se trabalha...




Por concluir 


BRANDOA (sábado,  5:23), 06/03/2021.


                    KK IOIÓ(NDO)

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