sábado, 19 de junho de 2021

 O  SILÊNCIO 

QUE EXPURGA O VICIO...


I


.O vício

Que o tempo 

Impôs,

 Pôs

 Ao (no) meu corpo,

Só se expurga 

Com uma  total entrega

Da minha alma

Como filho de BOlama.


II


Do campo

A cidade ,

O meu corpo

Se habituou 

A brevidade

Do tempo

Que sempre me fintou

E me chutou

Bem distante

Para uma outra 

Parte

Da face deste Planeta Terra.


III


Ao trilhar,

Se calhar

Na minha ignorância

 Da ciência

E da tecnologia,

Que já vem  da minha indolência

 E da vivência

Durante a minha infância

Ou da minha adolescência,

Algum mal pratiquei

E, assim, pequei

Involuntariamente a uma pessoa.

Hoje, peço que me perdoe,

A pessoa

Perdoa

A quem se arrepende

E pede

Perdão

Pela sua  ação.


IV


A vergonha

Na minha cara,

Vem

Da minha origem,

Porque  sou filho

De Nhanha

E quero que ela tenha

O orgulho

De mim onde presentemente se encontra.


V

Tenho 

Medo

De errar,

De falhar

E tropeçar

 Perante o mundo

Do meu grande sonho.


Assim,

Páro

 E reflito

Sobre o que tem

Sido

A minha ação

 Como homem,

O meu projecto

No mundo

Antes de chegar o meu fim,

Isto é, a minha condenação,

 Pois, 

Todo

O ser tem

 Dois

Momentos

Exatos,

Concretos:

O da salvação,

Quando

 Vem

Ao mundo

E o da condenação,

Quando

O tempo

Dá por terminado

O seu corpo.


VII


Num sítio

Recôndito,

Num canto

De muito

Silêncio,

 Páro

 E entro.

Lá dentro,

Me sento,

Escrevo

O meu pensamento,

 O que vem do meu peito,

 Isto  é, me atrevo

A fazer o registo

Do que existe no meu interior

 Para o exterior.


VIII


É na pastelaria

Talismã

 Na estrada

De Benfica

Que a minha alma

 Purifica,

Rima

A chama

Incandescente

Da vida

De um ser

Que queria

Ter 

A sorte

E de viver

Com a família

 Com alegria.


IX


Todo 

O meu ser,

Todo

O meu ter,

Se resume

Em nome

Do bem -

- Estar da espécime

 Humana,

Na sua vida digna,

Com muito

Amor,

Sem

Ressentimanto,

Nem

Rancor.


Lisboa(Estrada de Benfica), 28 de fevereiro de 2015.


NDO KAMBAl (MATTOS)

Sem comentários:

Enviar um comentário