O SILÊNCIO
QUE EXPURGA O VICIO...
I
.O vício
Que o tempo
Impôs,
Pôs
Ao (no) meu corpo,
Só se expurga
Com uma total entrega
Da minha alma
Como filho de BOlama.
II
Do campo
A cidade ,
O meu corpo
Se habituou
A brevidade
Do tempo
Que sempre me fintou
E me chutou
Bem distante
Para uma outra
Parte
Da face deste Planeta Terra.
III
Ao trilhar,
Se calhar
Na minha ignorância
Da ciência
E da tecnologia,
Que já vem da minha indolência
E da vivência
Durante a minha infância
Ou da minha adolescência,
Algum mal pratiquei
E, assim, pequei
Involuntariamente a uma pessoa.
Hoje, peço que me perdoe,
A pessoa
Perdoa
A quem se arrepende
E pede
Perdão
Pela sua ação.
IV
A vergonha
Na minha cara,
Vem
Da minha origem,
Porque sou filho
De Nhanha
E quero que ela tenha
O orgulho
De mim onde presentemente se encontra.
V
Tenho
Medo
De errar,
De falhar
E tropeçar
Perante o mundo
Do meu grande sonho.
Assim,
Páro
E reflito
Sobre o que tem
Sido
A minha ação
Como homem,
O meu projecto
No mundo
Antes de chegar o meu fim,
Isto é, a minha condenação,
Pois,
Todo
O ser tem
Dois
Momentos
Exatos,
Concretos:
O da salvação,
Quando
Vem
Ao mundo
E o da condenação,
Quando
O tempo
Dá por terminado
O seu corpo.
VII
Num sítio
Recôndito,
Num canto
De muito
Silêncio,
Páro
E entro.
Lá dentro,
Me sento,
Escrevo
O meu pensamento,
O que vem do meu peito,
Isto é, me atrevo
A fazer o registo
Do que existe no meu interior
Para o exterior.
VIII
É na pastelaria
Talismã
Na estrada
De Benfica
Que a minha alma
Purifica,
Rima
A chama
Incandescente
Da vida
De um ser
Que queria
Ter
A sorte
E de viver
Com a família
Com alegria.
IX
Todo
O meu ser,
Todo
O meu ter,
Se resume
Em nome
Do bem -
- Estar da espécime
Humana,
Na sua vida digna,
Com muito
Amor,
Sem
Ressentimanto,
Nem
Rancor.
Lisboa(Estrada de Benfica), 28 de fevereiro de 2015.
NDO KAMBAl (MATTOS)

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