domingo, 1 de agosto de 2021

 A FLORESTA 

ENCOBERTA

QUE NOS ASSUSTA


I


Cambaleando,

Kamball,

Kankamball,

Ndo

Vai indo

Pelo mundo

Permitido.


II


Com a cabeça

Confusa,

De cada coisa 

Difusa

E dispersa,

O sr.Ndo reza

Com a esperança

Intensa

Para que a saúde

Seja a primeira

Prioridade

Nesta

 Terra,

Enquanto ainda

Sobrevive 

E vive

Nesta

Vida

Atribulada.


III


Na floresta

Onde habita

Cada primata,

A lei que vigora,

Imposta

E que assegura

A sobrevivência

E a permanência

De cada espécie

Na savana ou na planície,

É a força

A única divisa

E peça

Que permite que cada um sobreviva

Na selva.


IV


Na nossa floresta,

Na nossa selva

Civilizada,

A força

É substituída

Pelo primado

Da lei,

Para que cada grei,

Para que cada raça

Não seja dizimada

Pela (por ) outra

Fera 

Esfomeada.


V


Não tomo

O termo

No seu sentido

Restrito 

De canibalismo 

Humano,

Mas, no seu sentido lato,

Digno

 E profano.


                       

                                                


VI


É esta 

A seiva

Que rega

Cada planta,

Cada pessoa

Que carrega,

Apregoa,

 E ressalva;

Que cada um deve carregar,

 Apregoar,

 E ressalvar

Para que haja a dignidade

Da pessoa na sua plenitude.


  VII


A floresta,

Não assusta

Quem dispõe de ferramenta

Bem feita

E pronta 

Para a desbravar

E travar

Uma luta renhida

E tremenda,

Sobre os seus efeitos

Nefastos,

Sobre a sociedade

E sobre a humanidade.


                 

                    


VIII


Uma luta

Sem tréguas,

Sobre aqueles que põem em causa 

A sustentabilidade 

Do nosso ecossistema,

Sobre todos aqueles que põem em causa 

O nosso ambiente.


           IX


Temos que estar em alerta

Permanente,

Para que a floresta 

Não nos assuste.


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (PINGO DOCE – 15 H:03 MINUTOS), 02/08/215.


                                                                                  KANKAMBALL (NDO)

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