A FLORESTA
ENCOBERTA
QUE NOS ASSUSTA
I
Cambaleando,
Kamball,
Kankamball,
Ndo
Vai indo
Pelo mundo
Permitido.
II
Com a cabeça
Confusa,
De cada coisa
Difusa
E dispersa,
O sr.Ndo reza
Com a esperança
Intensa
Para que a saúde
Seja a primeira
Prioridade
Nesta
Terra,
Enquanto ainda
Sobrevive
E vive
Nesta
Vida
Atribulada.
III
Na floresta
Onde habita
Cada primata,
A lei que vigora,
Imposta
E que assegura
A sobrevivência
E a permanência
De cada espécie
Na savana ou na planície,
É a força
A única divisa
E peça
Que permite que cada um sobreviva
Na selva.
IV
Na nossa floresta,
Na nossa selva
Civilizada,
A força
É substituída
Pelo primado
Da lei,
Para que cada grei,
Para que cada raça
Não seja dizimada
Pela (por ) outra
Fera
Esfomeada.
V
Não tomo
O termo
No seu sentido
Restrito
De canibalismo
Humano,
Mas, no seu sentido lato,
Digno
E profano.
VI
É esta
A seiva
Que rega
Cada planta,
Cada pessoa
Que carrega,
Apregoa,
E ressalva;
Que cada um deve carregar,
Apregoar,
E ressalvar
Para que haja a dignidade
Da pessoa na sua plenitude.
VII
A floresta,
Não assusta
Quem dispõe de ferramenta
Bem feita
E pronta
Para a desbravar
E travar
Uma luta renhida
E tremenda,
Sobre os seus efeitos
Nefastos,
Sobre a sociedade
E sobre a humanidade.
VIII
Uma luta
Sem tréguas,
Sobre aqueles que põem em causa
A sustentabilidade
Do nosso ecossistema,
Sobre todos aqueles que põem em causa
O nosso ambiente.
IX
Temos que estar em alerta
Permanente,
Para que a floresta
Não nos assuste.
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (PINGO DOCE – 15 H:03 MINUTOS), 02/08/215.
KANKAMBALL (NDO)

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