Nada
Mais me sobra
Na cabeça,
Para acrescentar uma letra,
Uma pslavra
Doirada,
Senão a lembrança...:
MAMÃ
MUXIMA
I
A pista
Que nos orienta
Para uma fila bem concreta,
Ali, algo
Nos alerta
E exorta
Para um perigo
Que se aproxima,
Graças a alma
Bondosa
E espirituosa
Da Mamã
Muxima.
II
A Mamã
Muxima
É a fêmea
Gémea,
Irmã
Da nossa
Senhora
Da Fátima,
Que repousa
Na alma
Cândida
De cada
Criatura.
III
Ela
Zela
Com humidade
Pela saúde
De cada
Um de nós,
Porque a sua voz
É de amor
E penetra no interior
Do coração
De cada
Cidadão.
IV
Mamã
Muxima
Está
Muito atenta
E escuta
A mensagem
Que cada homem
Emite
E lança
Como a sua sorte
Ou a sua desgraça
No presente.
V
Mamã
Muxima,
Por que tanta
Desgraça,
Tanta
Calamidade
Na Humanidade,
Sobretudo no Mediterrâneo
Onde
São ceifadas
Muitas vidas?!
VI
Mamã
Muxima,
Por que alguém
Tenta
E se afoita
Com coragem
Para um horizonte
Iminente
Da morte?!
VII
A Síria,
A Tunísia,
A Líbia,
A Turquia,
a Hungria,
A Afeganistão,
O Iraque,
O Paquistão,
O Enfoque
Dos refugiados
Desesperados
Á procura
Do refúgio,
Além - fronteira,
Mas, que, infelizmente,
O naufrágio
Os espera
No Mediterrâneo
Que já não é idóneo
Para evitar,
Suster,
Conter
E salvar
Vidas
Inocentes,
Vindas
De várias partes.
VIII
Mamã
Muxima,
Mamã
Nossa Senhora da Fátima,
Atenuem a desgraça
Quotidiana
Estrema
Que dizima
A raça
Humana!
IX
A Europa
O paraíso
Do descanso,
Onde
Se trepa
Para encontrar a liberdade,
A felicidade
Tem que (de) ter a porta
Aberta,
Não escancarada
Para a debandada.
X
A Europa, a União Europeia,
A sua veia,
Deve ser solidária
E continuar a orientar-se pela sua matriz
Embrionária
Da sua fundação,
Em cada país
A fim de encontrar a solução
Conjunta, rápida
E adequada
Para esta situação.
XI
Envergonha
E assusta
Aquele(a) que sonha
Pela liberdade,
Igualdade,
Justiça e solidariedade,
O pulular de novo muros
Depois da queda,
Do fim
Do muro
Da “vergonha”,
Do muro
De Berlim,
Na Alemanha,
Da década
De noventa.
XII
Mamã
Muxima,,
Quem trama
Com arma
E provoca trauma
Em cada alma?
XIII
Mamã
Muxima ,
Não mais uma guerra
Que estoira
Como aquela de Hiroshima !!!
XIV
Mamã
Muxima ,
Cubra-mos com a chama,
Devolva-nos a alma
Benigna
E humana,
Para sentirmos
Com coração,
O sofrimento alheio,
Afastando
O que nos domina
E nos mina!
PÓVOA DE SANTO ( ODIVELAS ) P. S. ADRIÃO (DOMINGO- 12H35 MINUTOS ), 06 DE 2015.
PUBLICADA POR RUTH E KELCY.
DE KAN KAMBALL (NDO)

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