quinta-feira, 10 de junho de 2021

 RECORDAR,

FAZ-ME ANDAR...


 ... VOU...

PARA ONDE ALGUÉM CAVOU...


I


A réstia da esperança,

É mínima

Na alma

Que já não encontra a sua própria raça.


II


No entanto,

Me mergulho

No meu próprio orgulho

Para ter o ímpeto

Na senda

Que é a própria vida!


III


No meu fundo,

Vem o manto 

De Pelundo,

O canto

Dos pássaros

De Banjumpôr

Lá em Utiacôr,

Dando-me temperos,

Adubos

Das tribos

De "bantumbi",(1),

Para enfrentar as tempestades,

Para enfrentar as  dificuldades,

Com coragem e determinação,

Em cada instante e em cada ocasião.


IV


Quando o sonho

Não definha,

 Leva-nos a escalar a montanha,

E nada nos impede

Continuar, enquanto tivermos a saúde

E a força

Para seguirmos o caminho,

Com a esperança.


V


Dedico este poema

No fundo

Da minha alma,

Para todos os meus sobrinhos,

Os meus filhinhos,

Os meus netinhos,

Desejando 

Que  lutem pelos seus sonhos!


VI


Só se engana

Aquele que faina,

Aquele que trabalha,

Aquele que batalha,

Dia 

Após dia,

Pois, quem está deitado,

Não tem fado.


VII


Despeço-me

Por agora

E vou à procura

D,outra

Doçura,

D,outra

Postura,

Que me alegra

Como criatura,

Digna desse nome.


VII


O deleite

Da leitura,

Da escrita,

Incita

A minha mente

À demanda,

À procura

Do que não me peque

Da vida

Terrena,

Da coisa obscena

E assim, me purifique.


VIII


O sonho

Do tacanho

Manjaco

Na terra do branco,

Esbarra-se

Com a crise

Na Europa,

Porque nem a sopa,

Garante

Àquele

Que dele,

É dependente.


IX


A máxima,

Ou, a música

Manjaca

Do manjaco 

Américo,

Começa a ter sentido,

A ter significado:

"Os kotas"

Já não são apostas

Na Europa.

O momento é, arrumar a sua roupa,

Porque a terra os chama"


1. Bantumbi, a geração da minha (a nossa) tribo(?).


FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA-DO-18H20MINUTOS), 09 DE JUNHO DE 2013.


                         KANKAMBAL- MATTOS (NDO)

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