RECORDAR,
FAZ-ME ANDAR...
... VOU...
PARA ONDE ALGUÉM CAVOU...
I
A réstia da esperança,
É mínima
Na alma
Que já não encontra a sua própria raça.
II
No entanto,
Me mergulho
No meu próprio orgulho
Para ter o ímpeto
Na senda
Que é a própria vida!
III
No meu fundo,
Vem o manto
De Pelundo,
O canto
Dos pássaros
De Banjumpôr
Lá em Utiacôr,
Dando-me temperos,
Adubos
Das tribos
De "bantumbi",(1),
Para enfrentar as tempestades,
Para enfrentar as dificuldades,
Com coragem e determinação,
Em cada instante e em cada ocasião.
IV
Quando o sonho
Não definha,
Leva-nos a escalar a montanha,
E nada nos impede
Continuar, enquanto tivermos a saúde
E a força
Para seguirmos o caminho,
Com a esperança.
V
Dedico este poema
No fundo
Da minha alma,
Para todos os meus sobrinhos,
Os meus filhinhos,
Os meus netinhos,
Desejando
Que lutem pelos seus sonhos!
VI
Só se engana
Aquele que faina,
Aquele que trabalha,
Aquele que batalha,
Dia
Após dia,
Pois, quem está deitado,
Não tem fado.
VII
Despeço-me
Por agora
E vou à procura
D,outra
Doçura,
D,outra
Postura,
Que me alegra
Como criatura,
Digna desse nome.
VII
O deleite
Da leitura,
Da escrita,
Incita
A minha mente
À demanda,
À procura
Do que não me peque
Da vida
Terrena,
Da coisa obscena
E assim, me purifique.
VIII
O sonho
Do tacanho
Manjaco
Na terra do branco,
Esbarra-se
Com a crise
Na Europa,
Porque nem a sopa,
Garante
Àquele
Que dele,
É dependente.
IX
A máxima,
Ou, a música
Manjaca
Do manjaco
Américo,
Começa a ter sentido,
A ter significado:
"Os kotas"
Já não são apostas
Na Europa.
O momento é, arrumar a sua roupa,
Porque a terra os chama"
1. Bantumbi, a geração da minha (a nossa) tribo(?).
FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA-DO-18H20MINUTOS), 09 DE JUNHO DE 2013.
KANKAMBAL- MATTOS (NDO)

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