terça-feira, 15 de junho de 2021

 O VINTE 

E CINCO

DE ABRIL

NO CHÃO MANJACO

NA MENTE

DESTE SENIL...


I


O regime

Do periodo

Colonial,

Retrógrado,

Ditatorial,

Autoritário,

Totalitário,

Que apregoava o nome

Pomposo de" civilizar"

Os que estão além-mar.


II


Na mente

Do adolescente, 

O Vinte

E Cinco

Representava muito

Pouco,

Pois, tinham-lhe vestido 

Uma farda

Do alienado,

Do assimilado,

Equiparada

A de um europeu

Com o chapéu...


III


No Chão 

Manjaco,

A minha nação 

Tribal,

Vivi o fim do regime Colonial 

Na escuridão 

Entre multidão,

Sem distinção, 

Entre o terrirista

E o colonialista,

Entre a verdade

E a mentira

Que existem nesta sociedade

Que era a minha própria terra...


IV


Volvidos 47 anos,

A minha memória 

Só menos,

Da Pátria 

Que fazia

Parte

Integrante

Do Portugal

Pluricontinental 

E multirracial,

Que ia

Do Algarve

À Rovuma,

Buruntuma...,

É já de uma certa dimensão, 

Duma certa compreensão. 


V


O Estado

Novo

Implementou uma política

De censura,

Através dos meios e mecanismos

Que permitiam a manutenção 

Do regime,

Como a União Nacional (partido único), as organizações paramilitares, a Legião Portuguesa, a Mocidade Portuguesa,

A PIDE (DGS), etc,

Apregoando a trilogia

Da Pátria:

" Deus, Pátria 

E Família"...!


VI


A minha viagem,

A triagem

Daquela paragem

Longínqua,

Daquela tabanca,

Da(Na) época 

Iníqua,

Muda,

Surda,

Que transmitia a tecelagem 

De cada homem,

Com uma plumagem 

Com uma roupagem

Com uma mensagem

Idêntica, 

Nivelada,

Homogénea...


(Continua)


Brandoa( domingo, 1:25), 25 de abril de 2021.


         KK YOIÓ (NDO)

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