O VINTE
E CINCO
DE ABRIL
NO CHÃO MANJACO
NA MENTE
DESTE SENIL...
I
O regime
Do periodo
Colonial,
Retrógrado,
Ditatorial,
Autoritário,
Totalitário,
Que apregoava o nome
Pomposo de" civilizar"
Os que estão além-mar.
II
Na mente
Do adolescente,
O Vinte
E Cinco
Representava muito
Pouco,
Pois, tinham-lhe vestido
Uma farda
Do alienado,
Do assimilado,
Equiparada
A de um europeu
Com o chapéu...
III
No Chão
Manjaco,
A minha nação
Tribal,
Vivi o fim do regime Colonial
Na escuridão
Entre multidão,
Sem distinção,
Entre o terrirista
E o colonialista,
Entre a verdade
E a mentira
Que existem nesta sociedade
Que era a minha própria terra...
IV
Volvidos 47 anos,
A minha memória
Só menos,
Da Pátria
Que fazia
Parte
Integrante
Do Portugal
Pluricontinental
E multirracial,
Que ia
Do Algarve
À Rovuma,
Buruntuma...,
É já de uma certa dimensão,
Duma certa compreensão.
V
O Estado
Novo
Implementou uma política
De censura,
Através dos meios e mecanismos
Que permitiam a manutenção
Do regime,
Como a União Nacional (partido único), as organizações paramilitares, a Legião Portuguesa, a Mocidade Portuguesa,
A PIDE (DGS), etc,
Apregoando a trilogia
Da Pátria:
" Deus, Pátria
E Família"...!
VI
A minha viagem,
A triagem
Daquela paragem
Longínqua,
Daquela tabanca,
Da(Na) época
Iníqua,
Muda,
Surda,
Que transmitia a tecelagem
De cada homem,
Com uma plumagem
Com uma roupagem
Com uma mensagem
Idêntica,
Nivelada,
Homogénea...
(Continua)
Brandoa( domingo, 1:25), 25 de abril de 2021.
KK YOIÓ (NDO)

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