DOS ARANHA-CÉUS CAEM GOTAS ESPERADAS:
OS BICHOS DOS BISSILONS
I
Guiné abafada pelo vapor,
Guiné sob à segunda opressão e negrume,
Dos "bissilons" das estradas,
Caem gotas esperadas:
Os BICHOS
Que devoram os seus semelhantes próximos!
II
O anseio já há muito tempo
Aguardado pelos seus filhos,
É o que presentemente se vive,
Confiantes na sua geração,
Presente e vindoura!
III
Enquanto o GEBA se passeia,
O CORUBAL, com a sua água doce,
Aproxima-se dia-a-dia
Que, do Norte de Farim, imóvel permanece!
IV
Os cinco séculos volvidos
Entre nós e os nossos antepassados,
deram-nos, netos e filhos,
Os rastos
Dos seus esqueletos;
Deram-nos uma visão clara e evidente da sua supremacia;
Os cinco séculos de corrupção e dominação,
Os cinco séculos de submissão e alienação,
Justificam o que somos nesta área.
V
Quem nos deu ao mundo?
Que instrumentos utlizavam os nossos antepassados?
Como têm labutado?
Com quem se assemelhavam?
Que características generícas possíam?
Como vestiam?
V
E o CO0RUBAL,
Donde nasce e desagua?
Tem algo comum ao GEBA?
Existia uma guerra tribal
Com o BUBA?
E com o CACHEU, existiu uma trégua?
Como era a sua água?
Há quantas milhas se encontra?
No território, como se integra?
VI
GUINÉ, Ó GUINÉ, te choramos!
GUINÉ, Ó GUINÉ, te lamentamos!
Pelo que foi e hoje é!
Pelo que hodiernamente o teu povo vive ,
Encolhe e sobrevive!
VII
O canto marítimo
Usurpou o canto terrestre!
O u"uivo" do Unintu, imitou o "miar" do Cá!
O vinho palmo de Manecin turvou o chá predilecto do Carvalho!
O dilúvio ergue-se no cume dos efeitos vulcânicos!
VIII
Ó GUINÉ, o " ainda se soma ao "19"!
Ó GUINÉ, O "14" é o eco do "24"!
Ó GUINÉ, o "14" aproxima-se ao "4 " do país contíguo!
Ó GUINÉ, o "14" floresce-te
E pinta-te!
IX
A ti, viraram os olhos e as costas.
A ti, deram a grandeza o o pseudónimo ,
Mas, os que te guardam no interior,
Ganaciosamente fazem e farão de ti
A terra do turismo
E da hospitalidade.
X
Os seus emigrantes ouviram o seu apelo,
Mas, hesitam responder-te
E cochichar-te.
As brisas de Bubaque esbofateiam-nos diariamente,
Mas a incerteza e a insegurança estrangeira, encrencam-nos.
XI
"Die" túr" esta aberta na Guiné,
Guiné para os Guineenses
Que não ousavam "bater" die záhne,
Porque a Maria Negra(Mãe)vê o seu filho
Com a pupila artificial,
Com o "Karau" dourado.
XII
Sehrr zúfrieden sind Guineenses,
Weil sehen sie sein ... frei,
Weil kónhen sie jetzt sprechen,
Weil ihre kinder haben jtzt nicht hunger.
DAKAR(SENÉGAL), LE 16 NOVEMBRE 1980.
MATTOS (NDO)
Poesia alusiva ao meu país, após o denominado " Movimento Reajustador "que derrubou Luís Cabral, em 14 de Novembro de 1980. Encontrava-me no Senegal a passar as férias, em Dakar, Sicap Liberté IV. Volvidos trinta e quatro anos quis, com muito prazer,partilhá-la com familiares e amigos, publicando-a no Facebook(hoje, 30 de Julho de 2014, às 2 horas).

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