ASSIM SE DEFINIA
A MONOTONIA
NA MINHA FISIONOMIA
I
“Abuk”(1)
“Manjaku”
Nas mãos
De “Bababu”(2),
Longe dos irmãos,
Se sente
Ainda
Mais triste
Com a partida
Forçada
Da sua querida
Namaka,
Para outra
Banda
Branca,
Para a Inglaterra.
II
Até as paredes
Da casa
Estão revestidas,
Caiadas
De tristeza
Devido as saudades
Da esposa
Que bem queria
Ficar,
Mas teve que partir.
III
A partida
É uma grande ferida
Que só estará
Sarada
Com a chegada
Daquela que ausentara
E deixara
A monotonia
Na fisionomia
Do esposo
Em avesso.
IV
As filhas,
Brincando no sofá
Da sala,
Sem se aperceberem,
Momentaneamente
Da ausência
Da estrela,
Da mãe,
Senão
Na hora da reunião
Na mesa
Para a habitual refeição.
V
A emigração
É uma grande perdição
Ou a salvação
Daquela geração
Que muito cedo abandonara
A sua terra,
A sua Nação,
Na aventura
E à procura
Do pão.
VI
Quando o amanhã
Daquele que sonha
De uma forma
Tacanha
Com a sua “bolanha”
Em Bolama,
No ilhéu de Galinha,
No Arquipélago dos Bijagós,
Onde atualmente
Abundam morcegos,
Porque a minha gente
Está quase ausente?!!!
VI
Quando o regresso
Em peso
Daqueles que amam,
Estimam
E sonham
Com a terra que os viu nascer
E crescer?!!!
VII
Quando poderão
Dar o seu quinhão
Para a reconstrução
Da sua grande Nação?!!!
1) Filho
2)Dos brancos
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO( SÁBADO- 23 HORAS), 10 DE JANEIRO DE 2015.
KANKAMBAL- MATTOS (NDO)

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