domingo, 11 de julho de 2021

 ASSIM SE DEFINIA

A MONOTONIA

NA MINHA FISIONOMIA


I


“Abuk”(1)

“Manjaku”

Nas mãos 

De “Bababu”(2),

Longe dos irmãos,

Se sente

Ainda

Mais triste

Com a partida

Forçada

Da sua querida

Namaka,

Para outra

Banda

Branca, 

Para a Inglaterra.


II

Até as paredes

Da casa 

Estão revestidas,

Caiadas

De tristeza

Devido as saudades

Da esposa

Que bem queria 

Ficar,

Mas teve que partir.


III

A partida 

É uma grande ferida

Que só estará 

Sarada

Com a chegada

Daquela que ausentara

E deixara

A  monotonia

Na fisionomia

Do esposo

Em avesso.


IV


As filhas,

Brincando no sofá

Da sala,

Sem se aperceberem,

Momentaneamente

 Da ausência

Da estrela,

Da mãe,

Senão

Na hora da reunião

Na mesa

Para a habitual refeição.


V

A emigração

É uma grande perdição 

Ou a salvação 

Daquela geração

Que muito cedo abandonara 

A sua terra,

A sua Nação,

Na aventura

E à procura

Do pão.


VI


Quando o amanhã

Daquele que sonha

De uma forma

Tacanha

Com a sua “bolanha”

Em Bolama,

No ilhéu de Galinha,

No Arquipélago dos Bijagós,

Onde atualmente

Abundam morcegos,

Porque a minha gente

Está quase ausente?!!!


VI


Quando o regresso

Em peso

Daqueles que amam,

Estimam

E sonham

Com a terra que os viu nascer

E crescer?!!!


VII


Quando poderão

Dar o seu quinhão

Para a reconstrução 

Da sua grande Nação?!!!


1) Filho

2)Dos brancos


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO( SÁBADO- 23 HORAS), 10 DE JANEIRO DE 2015.


 KANKAMBAL- MATTOS (NDO)

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