sexta-feira, 23 de julho de 2021

 A HIPOCRISIA,

ME DÁ MUITA AZIA...


I


Se eu soubesse

Bem interpretar

As evidências

Do coração...

As flores,

De várias

Cores,

Nos diversos pomares,

Com os seus frutos,

De vários gostos

E sabores,

São como as tertúlias

Nos grandes 

Centros 

Urbanos...


II


Me repugna

Uma reunião,

Uma relação

" Fantoche",

Um feixe

Que congrega

Sujeitos

Heterogéneos

Em pensamentos,

Projetos,

Àquela que emana

E segrega

Diferentes crânios

Sem a mínima condição

De existência

E de sobrevivência...


III


Um aperto

De coração

Quando o fingimento,

A hipocrisia

Se torna a evasão

A qualquer problema

Que enferma

A minha (nossa)pobre,

Mas nobre

Alma...


IV


Sorrisos,

Gargalhadas,

Risos

Face às lufadas

Das nossas vidas,

Juramentos

A fim de tentar a evidência, a veracidade

Dos nossos feitos,

Dos nossos atos,

Afirmações,

Que são autênticas deambulações,

A falsidade

Da integridade

Da personalidade...


V


Uma relação

Da família,

Deve ser sadia,

Salutar

Àquela que se assenta

Em bases de franqueza,

De verdade

Sincera,

Verídica,

Pura;

Não aquela que reza

A mentira,

A hipocrisia...;

Uma relação

Oca,

Vazia;

Àquela apenas para enganar;

Àquela, como se costuma dizer:

" Só para o inglês ver”.


(Continua)


Finchley Road (sunday), 23/07/2017.

London


        KK(NDO)

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