A HIPOCRISIA,
ME DÁ MUITA AZIA...
I
Se eu soubesse
Bem interpretar
As evidências
Do coração...
As flores,
De várias
Cores,
Nos diversos pomares,
Com os seus frutos,
De vários gostos
E sabores,
São como as tertúlias
Nos grandes
Centros
Urbanos...
II
Me repugna
Uma reunião,
Uma relação
" Fantoche",
Um feixe
Que congrega
Sujeitos
Heterogéneos
Em pensamentos,
Projetos,
Àquela que emana
E segrega
Diferentes crânios
Sem a mínima condição
De existência
E de sobrevivência...
III
Um aperto
De coração
Quando o fingimento,
A hipocrisia
Se torna a evasão
A qualquer problema
Que enferma
A minha (nossa)pobre,
Mas nobre
Alma...
IV
Sorrisos,
Gargalhadas,
Risos
Face às lufadas
Das nossas vidas,
Juramentos
A fim de tentar a evidência, a veracidade
Dos nossos feitos,
Dos nossos atos,
Afirmações,
Que são autênticas deambulações,
A falsidade
Da integridade
Da personalidade...
V
Uma relação
Da família,
Deve ser sadia,
Salutar
Àquela que se assenta
Em bases de franqueza,
De verdade
Sincera,
Verídica,
Pura;
Não aquela que reza
A mentira,
A hipocrisia...;
Uma relação
Oca,
Vazia;
Àquela apenas para enganar;
Àquela, como se costuma dizer:
" Só para o inglês ver”.
(Continua)
Finchley Road (sunday), 23/07/2017.
London
KK(NDO)

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