A GOTA
DE ÁGUA
SOBRE.A TERRA...!
I
Adorno
Diurno,
Noturno,
Empurra o humano
Sempre em busca do que é fino
E divino
E tudo o torna eterno
Neste nosso terreno
Idêntico a um pântano.
II
Eterno
Amor
Pelo que semeia
Ao seu redor,
Pelo apego
A cada amigo,
A cada parente,
A cada "patrício",
A cada semelhante
Que presenteia
Com um benefício
Ou um cargo,
Com pura
Candura...!
III
Ó
vinte
E três!
Levaste,
Levantaste
Aquele inerte
Navegante,
Emigrante
Para um monte
Que o fez
Mais forte,
Com um horizonte
Distante,
Lés
A lés,
Dos que estão atrás
No seu país
Sem paz,
E que muitos desconhecem
O conceito "feliz"
Onde vivem...!
IV
Sem água
Potável,
Sem luz eléctrica,
Os gaiatos,
Os novatos,
Estudam a luz da vela,
Do candeeiro
A petróleo,
Ou ao luar;
Não têm
Esgotos
Nem
Saneamento básico,
Senão pelo nome.
V
A gota
De água
Que cai
Em vinte
E três,
É muito importante,
Porque faz erguer
A esperança
Daqueles que vivem diariamente
Na desgraça,
Na penúria,
Vivendo sem alegria,
Senão aparente
Na fisionomia,
No semblante
De cada ser
Carente.!!!
VI
A gota
De agua
Que cai,
Vai
À horta,
Desagua
Na lala
Daquela
Quinta
Daquela
Gruta,
Onde mais ninguém grita
E canta
A epopeia
Dos meus avós,
Dos meus antepassados...!
VII
E eu, imberbe,
Sem poder
Para valer
Àquele
Que
Sofre,
O tempo
Consome
O meu corpo
Ao saber
Que alguém
Não tem
Nada para comer
E passa fome!!!
Ou se contenta
Com " um tiro"!!!!
VIII
A gota
De água
Que atenua
A mágoa
Da(Na) minha lagoa,
Apesar de ser importante,
É insuficiente,
Porque não é assídua
E pontual
Para dar toda a assistência;
Porque não dá cobertura
Total
E global
Na residência
Tribal
Da minha gente...!!!
E.S.(quarta-feira, 21h30m), 23/01/2019.
KANKAMBAL (NDO)

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