sexta-feira, 16 de julho de 2021

 AS SAUDADES

DAS MINHAS BELDADES...!


I


Por estes caminhos

Sinuosos

E espinhosos,

Afoitamente caminham

Aqueles que não se mesquinham

Pelos sonhos

Que tiveram 

E se arriscaram

Pelos destinos estranhos

Onde passam

Privações de toda  a espécie!


II


Os meus dias 

Tornam-se sombrios,

Sem alegria,

Sem gritaria

Em cada canto,

Em cada quarto;

Na sala,

Já não oiço nenhuma fala;

A calma

É fadonha,

Estranha,

Medonha;

Causa até arrepios

No imenso

Espaço,

Sem nenhum eco,

E me deixa louco.


III


Oh! Que saudades

Das minhas beldades!

Não é fácil viver

Sozinho,

Porque me habituei a viver

Com uma casa cheia

De alegria,

Com zumbido e barulho!


IV


Oh! Senhor Omnipotente!

Porque me deste,

Um calibre

Forte

E potente

Para prosseguir sempre

Em frente,

Sem olhar para trás

Das coisas

Más

Da caminhada

Da  minha vida ?!


V


Por 

Amor 

Aos meus amores,

Enterro

Ou procuro

Enterrar às minhas dores,

Porque neles encontro

um tesouro,

À razão do meu viver

Como um ser!


(Continua)


P.S.A., 25 DE MARÇO DE 2016.


MATTOS (NDO)

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