AS SAUDADES
DAS MINHAS BELDADES...!
I
Por estes caminhos
Sinuosos
E espinhosos,
Afoitamente caminham
Aqueles que não se mesquinham
Pelos sonhos
Que tiveram
E se arriscaram
Pelos destinos estranhos
Onde passam
Privações de toda a espécie!
II
Os meus dias
Tornam-se sombrios,
Sem alegria,
Sem gritaria
Em cada canto,
Em cada quarto;
Na sala,
Já não oiço nenhuma fala;
A calma
É fadonha,
Estranha,
Medonha;
Causa até arrepios
No imenso
Espaço,
Sem nenhum eco,
E me deixa louco.
III
Oh! Que saudades
Das minhas beldades!
Não é fácil viver
Sozinho,
Porque me habituei a viver
Com uma casa cheia
De alegria,
Com zumbido e barulho!
IV
Oh! Senhor Omnipotente!
Porque me deste,
Um calibre
Forte
E potente
Para prosseguir sempre
Em frente,
Sem olhar para trás
Das coisas
Más
Da caminhada
Da minha vida ?!
V
Por
Amor
Aos meus amores,
Enterro
Ou procuro
Enterrar às minhas dores,
Porque neles encontro
um tesouro,
À razão do meu viver
Como um ser!
(Continua)
P.S.A., 25 DE MARÇO DE 2016.
MATTOS (NDO)

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