quinta-feira, 22 de julho de 2021

 DEPOIS DO DILÚVIO,

VEIO

O ALÍVIO


I


Zero, zero, zero!

Afunda-se!

Afoga-se!

A vida

já não é nada,

Quando já não se nada.

O mundo

Está ao rubro

Lá no fundo

Com um grande zero.!

Um buraco

Enorme

Lá na cratera!

Um sufoco

Nesta terra

Por cada espécime.


II


…”Deus decide

Inundar a terra(…)”

Em virtude 

“Da profundidade

Do estado pecaminoso

Da humanidade(…)”

Por assim dizer, o juízo

Final

Sobre o universo.

(Segundo Génesis da Bíblia Hebraica)


III


OH! Esta humanidade

Perdida,

Castigada,

Punida,

Fustigada!

A arca

De Noé

Onde embarca

Todas as espécies 

De animais

Para a salvação 

Da punição

Dos pecados 

Colossais

Cometidos

Pelos humanos!

O castigo,

A fúria da Criação

Pelos comportamentos indignos

Dos seus filhos,

Pelos trilhos

Conduzidos 

Pelo puro 

E mero 

Umbigo

Até

A exaustão!


IV


Noé e a sua família,

Os representantes

De todos os animais

Da Terra

Dentro da arca,

São salvos dessa fúria

Da Criação

Para a continuidade

Da própria 

Humanidade

E todos os que estão fora

Da arca

Perecem,

Morrem!


V


Haverá

Um outro Dilúvio

Para a purificação

Dessa nossa sociedade

Cheia de crueldade?

Haverá 

Um outro

Dilúvio

Para tornar mais puro

O espaço Terra,

Para que não haja mais sofrimento,

Mais tormento,

Para que haja mais alívio ?

Ou Deus quebrará

A sua promessa

De nunca

Mais Dilúvio,

De nunca

A necessidade

Da construção

Da arca

Para embarcar toda a criação

E fazer a justiça?!(…) (…)

O clamor

Anunciado 

Pelo tambor

De todo

O mundo…


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO(2ª FEIRA, 14H45MINUTOS), 20 DE JULHO DE 2015.


                                                                                        KANKAMBALL ( NDO)

Sem comentários:

Enviar um comentário