DEPOIS DO DILÚVIO,
VEIO
O ALÍVIO
I
Zero, zero, zero!
Afunda-se!
Afoga-se!
A vida
já não é nada,
Quando já não se nada.
O mundo
Está ao rubro
Lá no fundo
Com um grande zero.!
Um buraco
Enorme
Lá na cratera!
Um sufoco
Nesta terra
Por cada espécime.
II
…”Deus decide
Inundar a terra(…)”
Em virtude
“Da profundidade
Do estado pecaminoso
Da humanidade(…)”
Por assim dizer, o juízo
Final
Sobre o universo.
(Segundo Génesis da Bíblia Hebraica)
III
OH! Esta humanidade
Perdida,
Castigada,
Punida,
Fustigada!
A arca
De Noé
Onde embarca
Todas as espécies
De animais
Para a salvação
Da punição
Dos pecados
Colossais
Cometidos
Pelos humanos!
O castigo,
A fúria da Criação
Pelos comportamentos indignos
Dos seus filhos,
Pelos trilhos
Conduzidos
Pelo puro
E mero
Umbigo
Até
A exaustão!
IV
Noé e a sua família,
Os representantes
De todos os animais
Da Terra
Dentro da arca,
São salvos dessa fúria
Da Criação
Para a continuidade
Da própria
Humanidade
E todos os que estão fora
Da arca
Perecem,
Morrem!
V
Haverá
Um outro Dilúvio
Para a purificação
Dessa nossa sociedade
Cheia de crueldade?
Haverá
Um outro
Dilúvio
Para tornar mais puro
O espaço Terra,
Para que não haja mais sofrimento,
Mais tormento,
Para que haja mais alívio ?
Ou Deus quebrará
A sua promessa
De nunca
Mais Dilúvio,
De nunca
A necessidade
Da construção
Da arca
Para embarcar toda a criação
E fazer a justiça?!(…) (…)
O clamor
Anunciado
Pelo tambor
De todo
O mundo…
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO(2ª FEIRA, 14H45MINUTOS), 20 DE JULHO DE 2015.
KANKAMBALL ( NDO)

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