terça-feira, 27 de julho de 2021

 ADEUS

PARA SEMPRE ,

MANA ANGÉLICA!


I


Foi o tempo 

Possível

Que Deus

Te concedeu

Para semeares

 E regares

O teu amor 

E afeição

Sobre os teus irmãos,

Filhos, netos

E sobre todos 

Os que tiveram 

A oportunidade

De conviverem

Contigo!


II


Mana - mamã Angélica,

Que Deus te receba

Com os braços abertos

E te conduza

Para um lugar 

Condigno no Céu!


III


Tu,

Não foste

Apenas uma irmã,

Mas uma mãe precoce

Desta criança,

Que hoje escreve

Algumas palavras 

Que já não valem nada,

Depois da tua morte.


IV


Sobre uma folha,

Sobre um papel branco,

Escrevo sobre uma filha

De um manjaco

Que se despediu,

Que partiu(...)

Isto é, tento disfarçar

A ( minha) dor,

Do amor

Que perdi

A fim de suavizar

O sofrimento

Que se move

E remove

Todo o meu interior!

O sofrimento 

Que move

No peito

De um sujeito

Que se atreve

Inutilmente 

Contra a morte.


V


Copiosamente,

Choro

A partida

De uma pessoa querida,

Uma mana que muito

Adoro,

Pelo que escrevo 

Para preencher o vazio,

O silêncio,

O tédio

Que não 

têm 

Fim

Para mim!

Como um artista

Barroco,

Eu, manjaco,

Travo

Uma tremenda luta

Ao vácuo,

O horror

Ao vazio

Interior,

Provocado pela morte

 De alguém

Que amámos,

Que adorámos!


(Por concluir)


PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (SEXTA FEIRA, 21H38 MINUTOS), 24 DE JULHO DE 2015.


                                                            KANKAMBALL (NDO)

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