ADEUS
PARA SEMPRE ,
MANA ANGÉLICA!
I
Foi o tempo
Possível
Que Deus
Te concedeu
Para semeares
E regares
O teu amor
E afeição
Sobre os teus irmãos,
Filhos, netos
E sobre todos
Os que tiveram
A oportunidade
De conviverem
Contigo!
II
Mana - mamã Angélica,
Que Deus te receba
Com os braços abertos
E te conduza
Para um lugar
Condigno no Céu!
III
Tu,
Não foste
Apenas uma irmã,
Mas uma mãe precoce
Desta criança,
Que hoje escreve
Algumas palavras
Que já não valem nada,
Depois da tua morte.
IV
Sobre uma folha,
Sobre um papel branco,
Escrevo sobre uma filha
De um manjaco
Que se despediu,
Que partiu(...)
Isto é, tento disfarçar
A ( minha) dor,
Do amor
Que perdi
A fim de suavizar
O sofrimento
Que se move
E remove
Todo o meu interior!
O sofrimento
Que move
No peito
De um sujeito
Que se atreve
Inutilmente
Contra a morte.
V
Copiosamente,
Choro
A partida
De uma pessoa querida,
Uma mana que muito
Adoro,
Pelo que escrevo
Para preencher o vazio,
O silêncio,
O tédio
Que não
têm
Fim
Para mim!
Como um artista
Barroco,
Eu, manjaco,
Travo
Uma tremenda luta
Ao vácuo,
O horror
Ao vazio
Interior,
Provocado pela morte
De alguém
Que amámos,
Que adorámos!
(Por concluir)
PÓVOA DE SANTO ADRIÃO (SEXTA FEIRA, 21H38 MINUTOS), 24 DE JULHO DE 2015.
KANKAMBALL (NDO)

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