terça-feira, 13 de julho de 2021

 O QUE O DESTINO

RESERVA

A ESTE AFRICANO,

DEPOIS DA GRANDE”SOVA”?


I


Escolhemos

Sempre

O que semeámos,

O que plantámos,

Duma

Forma

Suave,

Leve

Ou acre.


II


Nunca sabemos,

Nunca prevemos

As consequências

Dos nossos atos,

Das nossas ações,

Porque não somos

Bruxos,

Porque não somos

Adivinhos.


III


Amamos,

Mas não sabemos

Ao certo

Qual o afeto

Daquele ou daquela que amamos,

Porque no momento,

Qual joga

Consoante o seu sentimento;

Navega,

Conforme o seu objetivo

E nunca revela

O seu lado nocivo,

A sua verdadeira

Cara

Ou costela.


IV


O amor,

É um jogo?

Um instinto

Animal

Distinto

Pelo racional,

E não apenas pelo emocional?


V


Mas se o amor,

For

Encarado,

Levado

Na perspetiva

E na verdadeira

Aceção da palavra,

Há quem salva,

Isto é, o resultado

Final,

Terá que ter um ganhador

E um perdedor.

Haverá sempre um mal.


VI


O amor,

Não deveria ter

Um vencedor

E um vencido.

O seu desfecho,

O despacho

Deveria ser,

De um empate,

Que a ambos, contente.


VII


Mas a idealidade,

É infelizmente

Diferente

Da realidade.

O amor processa-se independentemente

De cada vontade

Subjetiva,

Não objetiva.


VIII


Os atores

Movimentam-se nos corredores,

Segundo os seus intentos,

Seus projetos,

Submetem-se aos caprichos

Um do outro,

Num espetro,

Enquanto existirem trechos.


IX


No amor,

Os fracos,

Os débeis,

Os sensíveis,

Sucumbem

Nos buracos

Dos becos,

Porque não percebem

Que os seus pares,

Seus amores,

São lobos,

Que tinham curvado,

Que tinham escondido

Os seus rabos.


X


É agora

Nessa altura

Que surgem

Os críticos,

Aqueles que fingem

E empurram

Para os buracos

Mais fundos,

Esses débeis,

Esses seres frágeis,

Que eram cegos,

Meigos,

Esses seres que se tornam

Fúteis,

Inúteis

E são atirados

Para baixo,

Para o lixo,

Regados

Pelo ( com ) o repuxo

Dos poderosos,

Dos impiedosos,

Insensíveis

As dores

Daqueles ou aquelas que( foram ?) os seus amores,

Enquanto atores.


XI


No amor,

Reside

A eficácia,

Depende

Da inteligência,

Da astúcia

De cada ator,

E o desprevenido,

Tomba

Ou acaba

Sempre, por tombar

Neste nosso mundo.


XII


Mas a vida

Continua!

Nada

Para;

Tudo voa,

Enquanto ainda

Se respira

E se tem a saúde,

Para enfrentar cada dificuldade,

Cada embate!

À frente,

É o caminho

Do sonho,

Em cada espinho!


FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- SÁB. -11H45 MINUTOS), 13 DE JULHO DE 2013.


                              

                                           KAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)

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