A SOMBRA
DA BANANEIRA...
I
Na serra,
Alguém
Dislumbra
Um pedaço de terra
Que se confunde com Quínara,
Que se equipara
A Quínara.
II
Não era!
Era
Uma quimera
De alguém que se aventura
Viajar para
Uma terra
Estrangeira,
Onde abruptamente,
Aprende
Uma nova cultura.
III
Em Évora,
Em Montemor-o Novo,
Em Sintra,
Tudo se torna decisivo
E que cada momento vivo,
Porque em cada uma(terra) ganhei um centavo!
IV
Um centavo desperdiçado,
De tudo
Que perdi,
Tanto do que aprendi,
Como o que adquiri
Em cada mundo
Que,corajosamente, tenho conquistado!
V
Mas, enquanto
Vivo,
Em cada momento
Escrevo,
Porque a cada momento
Vivo,
Porque ainda me mantenho
Activo,
Porque ainda tenho
Algum objectivo
Como um ser vivo
Para o outro ser vivo.
VI
Na minha humilde
Barraca
Vivo com os que tanto amo,
Estimo,
E com muito
Gosto,
Aceito
A sua "seca".
VII
Meu "baba",
Nada acaba
Sem a tua Genaba,
Lá em Buba,
Porque és e foste grande "soba"
Que proporcionava uma grande "arromba",
Através do teu peculiar "samba".
VIII
Oh! N,na Nhanha,
És uma mãe só minha,
Porque nada tinha
Se a mãe,
A senhora não existisse,
Por mais forte,
Influente
Ou poderoso fosse!
IX
Aqueles
Que conheceram,
Aqueles
Que viveram
O carinho e o amor
Da mãe,
Aqueles
Que conviveram
Com a senhora,
São diferentes daqueles
Que nunca souberam
O que era
A mãe,
Porque só tiveram
A dor.!
X
A força
De viver,
Ou a esperança,
É o que mais tem
Este homem,
Este filho
Que tal
Escreve por linhas tortas,
Porque acredita na verdade
E na sinceridade,
À razão principal
E fulcral,
Porque está sempre a escrever,
Seguindo
o seu trilho,
Buscando
Fazer acções justas...!
(Continua)
Lx(P.V.City), 07/01/2003
Mattos(NDO).

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