SEM TÍTULO.
APENAS O MEU PRÓPRIO DUELO,
UM JOGO SEM GOLO
I
Pego
Na caneta
E escrevo
Uma coisa
Que me vem
À cabeça;
Algo
Que sinta
Que devo
Transmitir
A alguém
Sem
Mentir,
Para diminuir
A pressão
Interior
Vinda do coração
Para o exterior.
II
É o vazio,
O silêncio,
O meio
Que me permite
“Voar”,
Para lugares
Desconhecidos,
Lugares imaginados
Onde habitam
Outros seres,
Como monstros,
Insectos,
Répteis,
Afáveis
E corruptos,
De dia e de noite,
E que me falam
Sem cessar,
Ininterruptamente.
III
Lembro-me
De cada nome,
De cada espécime,
Como o ditame
Da fome
Numa hora íngreme,
Que nos obriga a pegar no leme
Com todo o volume
Até ao cume,
Mesmo debaixo do lume.
IV
A Insónia
Acaba com a agonia
Do homem
Que não conhece
Nem
Recebe
A vénia
Dos que se embrenham exclusivamente
Na cerimónia
Dos que cá já não fazem parte.
V
Acordado,
Sou obrigado
A ler
Ou a escrever,
Para perverter
A situação
Que, de momento,
Me atormenta
Como um cidadão
Solitário
Na imensidão
Do planeta
Onde habito,
Para não dizer,
Acocorado
Num grande mistério!
POVOA DE SANTO ADRIÃO(2ª-FEIRA- 3H23 MINUTOS), 06DE JULHO DE 2015.
KANKAMBAL (NDO)

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