sexta-feira, 16 de julho de 2021

 A SOMBRA

DA BANANEIRA...


I


Na serra,

Alguém

Dislumbra

Um pedaço de terra

Que se confunde com Quínara,

Que se equipara

A Quínara.


II


Não era!

Era

Uma quimera

De alguém que se aventura

Viajar para 

Uma terra

Estrangeira,

Onde abruptamente,

Aprende 

Uma nova cultura.


III


Em Évora,

Em Montemor-o Novo,

Em Sintra,

Tudo se torna decisivo

E que cada momento vivo,

Porque em cada uma(terra) ganhei um centavo!


IV


Um centavo desperdiçado,

De tudo

Que perdi,

Tanto do que aprendi,

Como o que adquiri

Em cada mundo

Que,corajosamente, tenho conquistado!


V

Mas, enquanto 

Vivo,

Em cada momento

Escrevo,

Porque a cada momento

Vivo,

Porque ainda me mantenho

Activo,

Porque ainda tenho

Algum objectivo

Como um ser vivo

Para o outro ser vivo.


VI


Na minha humilde

Barraca

Vivo com os que tanto  amo,

Estimo,

E com muito

Gosto,

Aceito

A sua "seca".


VII


Meu "baba",

Nada acaba

Sem a tua Genaba,

Lá em Buba,

Porque és e foste grande "soba"

Que proporcionava uma grande "arromba",

Através do teu peculiar "samba".


VIII


Oh! N,na Nhanha,

És uma mãe só minha,

Porque nada tinha

Se a mãe, 

A senhora não existisse,

Por mais forte,

Influente

Ou poderoso fosse!


IX


Aqueles 

Que conheceram,

Aqueles

Que viveram

O carinho e o amor 

Da mãe,

Aqueles

Que conviveram 

Com a senhora,

São diferentes daqueles 

Que nunca souberam

O que era

A mãe,

Porque só tiveram

A dor.!


X


A força

De viver,

Ou a esperança,

É o que mais tem 

Este homem,

Este filho

Que tal 

Escreve por linhas tortas,

Porque acredita na verdade

E na sinceridade,

À razão principal

E fulcral,

Porque está sempre a escrever,

Seguindo 

o seu trilho,

Buscando

Fazer acções justas...!


(Continua)


Lx(P.V.City), 07/01/2003


Mattos(NDO).

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