sábado, 3 de julho de 2021

 MÃE CHAKÚ


I


Quando

O meu coração

Bate,

É quando

A sua paixão

Emite

O tanto

Que a mãe sente

No seu peito

Pelos seus filhos

Já retalhos

Neste mundo.


II


A Mãe,

Foi

E será sempre

Grande

Enquanto,

Eu, o seu filho

No mergulho,

Ainda a viver,

Melhor dito,

A sobreviver.


III


A primeira

Homenagem

Que uma criatura,

Que um homem

Deve fazer,

É desta grande mulher,

Da sua querida mãe.


IV


A primeira

Dama

Que se ama,

É esta senhora;

O primeiro alicerce,

Desde a nossa meninice

Até à nossa velhice.


V


Não existe amor,

Nenhum outro amor

Que se equipara,

Que se compara

Ao da senhora,

Pois, os outros

Podem ser fugazes

E passageiros.


VI


Em terras

Alheias,

Em terras

Estrangeiras,

Nas minhas veias,

Ainda corre o sangue

Que me foi entregue

Por uma linhagem

Primitiva,

Selvagem,

Que veio,  porventura

Da selva,

A que se denominava

De “Bantumbi”,

Pelo menos, do que entendi

E percebi.


VII


Longe,

Hoje

De Quínara,

Terra

Do meu rebento,

Do meu nascimento,

Estou com muita saudade,

Dessa terra,

Terra

Da minha mocidade,

Terra

Onde

Não gozei a minha juventude,

Pois, vim muito jovem,

Um pajem

Para a Universidade

De Évora

E agora,

Estou em Freamunde.


VIII


O tempo

Passa,

 E anda continuo

De corpo

E alma,

A ser aquela sua criança

De berço e do colo,

Que lhe ama,

Que ainda precisa

Do seu contínuo

 Afeto e consolo.


IX


Na imensidão

Da multidão

E da solidão,

Peço-lhe perdão

Por tudo

O que lhe fiz,

Por tudo

O que não lhe fiz

E por tudo

O que não lhe quis

Fazer de livre e espontânea vontade;

Por tudo o quis

E não lhe fiz,

Para ser

Feliz

Antes de morrer

Com dignidade,

Como grande

Mulher !


FREAMUNDE ( PAÇOS DE FERREIRA-SÁ- 11HORAS ), 23 DE FEVEREIRO DE 2013.

                                      KAMKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)

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