MÃE CHAKÚ
I
Quando
O meu coração
Bate,
É quando
A sua paixão
Emite
O tanto
Que a mãe sente
No seu peito
Pelos seus filhos
Já retalhos
Neste mundo.
II
A Mãe,
Foi
E será sempre
Grande
Enquanto,
Eu, o seu filho
No mergulho,
Ainda a viver,
Melhor dito,
A sobreviver.
III
A primeira
Homenagem
Que uma criatura,
Que um homem
Deve fazer,
É desta grande mulher,
Da sua querida mãe.
IV
A primeira
Dama
Que se ama,
É esta senhora;
O primeiro alicerce,
Desde a nossa meninice
Até à nossa velhice.
V
Não existe amor,
Nenhum outro amor
Que se equipara,
Que se compara
Ao da senhora,
Pois, os outros
Podem ser fugazes
E passageiros.
VI
Em terras
Alheias,
Em terras
Estrangeiras,
Nas minhas veias,
Ainda corre o sangue
Que me foi entregue
Por uma linhagem
Primitiva,
Selvagem,
Que veio, porventura
Da selva,
A que se denominava
De “Bantumbi”,
Pelo menos, do que entendi
E percebi.
VII
Longe,
Hoje
De Quínara,
Terra
Do meu rebento,
Do meu nascimento,
Estou com muita saudade,
Dessa terra,
Terra
Da minha mocidade,
Terra
Onde
Não gozei a minha juventude,
Pois, vim muito jovem,
Um pajem
Para a Universidade
De Évora
E agora,
Estou em Freamunde.
VIII
O tempo
Passa,
E anda continuo
De corpo
E alma,
A ser aquela sua criança
De berço e do colo,
Que lhe ama,
Que ainda precisa
Do seu contínuo
Afeto e consolo.
IX
Na imensidão
Da multidão
E da solidão,
Peço-lhe perdão
Por tudo
O que lhe fiz,
Por tudo
O que não lhe fiz
E por tudo
O que não lhe quis
Fazer de livre e espontânea vontade;
Por tudo o quis
E não lhe fiz,
Para ser
Feliz
Antes de morrer
Com dignidade,
Como grande
Mulher !
FREAMUNDE ( PAÇOS DE FERREIRA-SÁ- 11HORAS ), 23 DE FEVEREIRO DE 2013.
KAMKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)

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