terça-feira, 6 de julho de 2021

 SEM TÍTULO.

APENAS O MEU PRÓPRIO DUELO,

UM JOGO SEM GOLO


I


Pego 

Na caneta

E escrevo

Uma coisa

Que me vem

À cabeça;

Algo

Que sinta

Que devo

Transmitir

A alguém

Sem

Mentir,

Para diminuir

A pressão 

Interior

Vinda do coração

Para o exterior.


II


É o vazio,

O silêncio,

O meio

Que me permite

“Voar”,

Para lugares 

Desconhecidos,

Lugares imaginados

Onde habitam

Outros seres,

Como monstros,

Insectos,

Répteis,

Afáveis

E corruptos,

De dia e de noite,

E que me falam

Sem cessar,

Ininterruptamente.


III


Lembro-me

De cada nome,

De cada espécime,

Como o ditame

Da fome

Numa hora íngreme,

Que nos obriga a pegar no leme

Com todo o volume

Até ao cume,

Mesmo debaixo do lume.


IV


A Insónia

Acaba com a agonia

Do homem 

Que não conhece 

Nem 

Recebe

A vénia

Dos que se embrenham exclusivamente

 Na cerimónia

Dos que cá já não fazem parte.


V


Acordado,

Sou obrigado

A ler

Ou a escrever,

Para perverter

A situação

Que, de momento,

Me atormenta

Como um cidadão

Solitário

Na imensidão

Do planeta

Onde habito,

Para não dizer,

Acocorado

Num grande mistério!


POVOA DE SANTO ADRIÃO(2ª-FEIRA- 3H23 MINUTOS), 06DE JULHO DE 2015.


                                                         KANKAMBAL (NDO)

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