sábado, 10 de julho de 2021

 ... Até o dia

                            Em que a verdade 

                            Nos invade,

                            Evidenciando

                            O mundo

                            Onde residia!


I


Deus misericordioso,

Envie um sol radioso

Para todos os que não têm berço,

Que purifique os corações rancorosos,

Que embora se deitam

E sem levantam

Com o terço,

Não são capazes de conceder o perdão 

Ao seu concidadão.


II


A força

Repousa

Naqueles que Deus concedeu

Um dote 

Que lhe permite

Sobrepor-se aos outros

Em todos os encontros,

No espaço

Que deveria ser de laço

E de concórdia

Em cada dia,

Mas que alguém se esqueceu!


III

Sou o farrapo

Do tempo 

Com o corpo

Ainda rijo

À beira do Tejo,

Porque sempre acreditei no primor

Do amor,

Sem nunca reservar o rancor

No meu interior.


IV

Como o escravo

Com o seu senhor

Que vive do seu labor,

Enquanto está no seu esplendor,

No seu vigor,

Vivo

E travo

A minha caminhada

Da vida

Com confiança

E esperança,

Mesmo com a escaramuça

Que entristeça

A minha cabeça,

Para que desvaneça.


V

Não,

Não!

Porque a segurança,

A  força

Intrínseca,

É a alavanca

Da minha personalidade

Enquanto tiver a saúde.


VI

Quando a cabeça

Está confusa,

Devemos ter o discernimento,

O talento 

De contornar a situação,

Não só com o coração,

Mas fundamentalmente, com a razão,

Porque não é o mundo que desaba,

Mas sim a vida da pessoa é que acaba!

A irresponsabilidade nos varre

E o mundo continua sempre!


  VII

A fraqueza

Da pessoa humana

É a balança

Que nos ensina

E demonstra

A verdadeira natureza

De cada criatura

Na terra:

Ou a pessoa embrutece-se

Ou eleva-se

Para as coisas mais dignas

Ou divinas.

Como tudo na vida,

Nada

É perene;

Tudo tem o seu cerne.


 FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA-2ª- feira- 18h23 minutos), 08 DE JULHO DE 2013.


                                                         KANKAMBAL - MATTOS FERREIRA (NDO)

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