... Até o dia
Em que a verdade
Nos invade,
Evidenciando
O mundo
Onde residia!
I
Deus misericordioso,
Envie um sol radioso
Para todos os que não têm berço,
Que purifique os corações rancorosos,
Que embora se deitam
E sem levantam
Com o terço,
Não são capazes de conceder o perdão
Ao seu concidadão.
II
A força
Repousa
Naqueles que Deus concedeu
Um dote
Que lhe permite
Sobrepor-se aos outros
Em todos os encontros,
No espaço
Que deveria ser de laço
E de concórdia
Em cada dia,
Mas que alguém se esqueceu!
III
Sou o farrapo
Do tempo
Com o corpo
Ainda rijo
À beira do Tejo,
Porque sempre acreditei no primor
Do amor,
Sem nunca reservar o rancor
No meu interior.
IV
Como o escravo
Com o seu senhor
Que vive do seu labor,
Enquanto está no seu esplendor,
No seu vigor,
Vivo
E travo
A minha caminhada
Da vida
Com confiança
E esperança,
Mesmo com a escaramuça
Que entristeça
A minha cabeça,
Para que desvaneça.
V
Não,
Não!
Porque a segurança,
A força
Intrínseca,
É a alavanca
Da minha personalidade
Enquanto tiver a saúde.
VI
Quando a cabeça
Está confusa,
Devemos ter o discernimento,
O talento
De contornar a situação,
Não só com o coração,
Mas fundamentalmente, com a razão,
Porque não é o mundo que desaba,
Mas sim a vida da pessoa é que acaba!
A irresponsabilidade nos varre
E o mundo continua sempre!
VII
A fraqueza
Da pessoa humana
É a balança
Que nos ensina
E demonstra
A verdadeira natureza
De cada criatura
Na terra:
Ou a pessoa embrutece-se
Ou eleva-se
Para as coisas mais dignas
Ou divinas.
Como tudo na vida,
Nada
É perene;
Tudo tem o seu cerne.
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA-2ª- feira- 18h23 minutos), 08 DE JULHO DE 2013.
KANKAMBAL - MATTOS FERREIRA (NDO)

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