quinta-feira, 1 de julho de 2021

 Recordar o que no tempo escrevera:


quarta-feira, 18 de Junho de 2014


A CONDIÇÃO 

DA EMIGRAÇÃO

I


Sem voz

Entre vós 

Ou entre nós, 

O emigrante

Parte ,

Consciente

Ou inconsciente ,

À procura 

De melhores condições 

De vida.


II


A emigração

Atual

Atinge a todos 

Os grupos sociais

E de diversas idades:

agricultores, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, indiferenciados,, advogados, professores, enfermeiros,

psicólogos, jornalistas, cientistas, etc., e de idades compreendidas entre os vinte e cinco e cinquenta (e mais) anos de idade.


III


O País,

Os pais,

Os maridos,

As esposas,

Não conseguem

Nem 

Podem

Impedir este fenómeno

Tão maligno,

Aterrador

E assustador

Que arrasa,

Desgraça,

Destrói amores 

E lares.


IV


A emigração

Forçada,

Mas necessária,

Quiçá 

Para que a relação

Seja sadia

Entre o marido 

E a esposa,

Ou que a separação

Seja definitiva,

Efetiva

E nada a emigração

Salva.


V


A emigração,

A faca de dois gumes

Sem nomes:

Recupera,

Restaura,

Repara

O amor (…).

(…)…

Ou dá 

Asas para que cada 

Um encontre

A sua senda,

O seu caminho, 

O seu sonho,

Seja 

E esteja

Livre.


V


Condenado 

A emigrar

Por amor,

Ou obrigado 

A ficar 

Pela dor

De não deixar

Ninguém a sofrer,

O ser 

Emigrante 

Que parte,

Ou aquele que fica,

Não peca,

Porque foram

As condições 

Alheias  a sua vontade

Que exerceram

Pressões

Sobre a sua personalidade,

Sobre a sua identidade, 

Sobre a sua individualidade.


VII


Ndo

Obrigado 

A escrever

Para não sofrer

Tanto,

Muito,

Reflete 

Seriamente 

Sobre a condição 

Da emigração

Que o deixou sem filhos

E esposa.


ALVERCA (QUARTA-FEIRA- 07H35 MINUTOS), 18 DE JUNHO DE 2014.


  KANKAMBAL- NDO (MATTOS)

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