Recordar o que no tempo escrevera:
quarta-feira, 18 de Junho de 2014
A CONDIÇÃO
DA EMIGRAÇÃO
I
Sem voz
Entre vós
Ou entre nós,
O emigrante
Parte ,
Consciente
Ou inconsciente ,
À procura
De melhores condições
De vida.
II
A emigração
Atual
Atinge a todos
Os grupos sociais
E de diversas idades:
agricultores, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, indiferenciados,, advogados, professores, enfermeiros,
psicólogos, jornalistas, cientistas, etc., e de idades compreendidas entre os vinte e cinco e cinquenta (e mais) anos de idade.
III
O País,
Os pais,
Os maridos,
As esposas,
Não conseguem
Nem
Podem
Impedir este fenómeno
Tão maligno,
Aterrador
E assustador
Que arrasa,
Desgraça,
Destrói amores
E lares.
IV
A emigração
Forçada,
Mas necessária,
Quiçá
Para que a relação
Seja sadia
Entre o marido
E a esposa,
Ou que a separação
Seja definitiva,
Efetiva
E nada a emigração
Salva.
V
A emigração,
A faca de dois gumes
Sem nomes:
Recupera,
Restaura,
Repara
O amor (…).
(…)…
Ou dá
Asas para que cada
Um encontre
A sua senda,
O seu caminho,
O seu sonho,
Seja
E esteja
Livre.
V
Condenado
A emigrar
Por amor,
Ou obrigado
A ficar
Pela dor
De não deixar
Ninguém a sofrer,
O ser
Emigrante
Que parte,
Ou aquele que fica,
Não peca,
Porque foram
As condições
Alheias a sua vontade
Que exerceram
Pressões
Sobre a sua personalidade,
Sobre a sua identidade,
Sobre a sua individualidade.
VII
Ndo
Obrigado
A escrever
Para não sofrer
Tanto,
Muito,
Reflete
Seriamente
Sobre a condição
Da emigração
Que o deixou sem filhos
E esposa.
ALVERCA (QUARTA-FEIRA- 07H35 MINUTOS), 18 DE JUNHO DE 2014.
KANKAMBAL- NDO (MATTOS)

Sem comentários:
Enviar um comentário